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Isto é o prémio The Best da FIFA ou é o The Best do Lyon?

O clube francês tem cinco jogadoras entre as 11 nomeadas para o prémio de melhor jogadora do mundo da FIFA, o que acaba por ser natural: o Lyon conquistou as últimas cinco edições da Liga dos Campeões feminina, domina há muito a competição e também o faz na lista final das nomeadas para a distinção

Diogo Pombo

A norte-americana Megan Rapinoe venceu o prémio em 2019

FRANCK FIFE/Getty

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O estádio do Olympique de Lyon fica um pouco fora de Lyon propriamente dito, é uma construção moderna que se ergueu para o Europeu de 2016 e modernizou ainda mais um clube que já era vanguardista noutro aspeto peculiar - a aposta no futebol feminino, salvas as diferenças de contexto, como se fosse o masculino.

Este resumo resumidíssimo é ainda mais resumido sem acrescentar o papel e a vontade de Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, em investir e dar condições à equipa feminina do Lyon que conquistou as últimas cinco edições da Liga dos Campeões e agora colhe mais consequências boas dessa série vitoriosa. Tem cinco jogadoras nomeadas para o prémio The Best da FIFA e talvez até merecesse ter mais.

A capitão e defesa central Wendie Renard, a velocista extremo Delphine Cascarino, a incansável roubador de bola japonesa Saki Kumagai, a calma da médio Dzsenifer Marozsán e o pulmão da lateral direito Lucy Bronze (hoje no Manchester City) constam entre as 11 futebolistas candidatas à distinção. Ou seja, o Lyon tem quase 50% de probabilidade de a melhor jogadora do mundo ser alguém que estava no seu plantel no final da época passada.

Ao peso pesado que é o Lyon entre as nomeadas ao prémio acrescentam-se a espanhola Jennifer Hermoso e a dinamarquesa Caroline Graham Hansen, ambas do Barcelona campeão espanhol que se ficou pelas meias-finais da Champions; a australiana Sam Kerr, melhor marcadora da última liga norte-americana e agora no Chelsea; a agora sua companheira de equipa e coreana So-Yun Ji, que fez a dobradinha com a equipa londrina; a holandesa Vivianne Miedema que joga também em Londres, pelo Arsenal; e Pernille Harder, também do Chelsea, mas que era a melhor jogadora do Wolfsburgo derrotado na final da última Liga dos Campeões por elas, elas as do Lyon.

Portanto, tudo começa e acaba no Olympique de Lyon cujo reino no futebol feminino de clubes ainda perdura. Veremos se, a 17 de dezembro, esse reinado se alastra para a distinção da melhor jogadora do mundo.