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Futebol feminino

75 mulheres que jogavam futebol no Afeganistão já terão conseguido sair do país

Khalida Popal, fundadora e antiga capitã da seleção feminina do Afeganistão, deu conta no Twitter de que foi possível retirar 75 jogadoras e as respetivas famílias do país. Desde a tomada do Afeganistão pelos talibãs que as futebolistas tiveram que fugir de casa para se esconderem

Diogo Pombo

DANIEL LEAL-OLIVAS/Getty

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As noites sem dormir, a atender chamadas e a ouvir mensagens de áudio no WhatsApp enviadas com desespero. O ter de responder ao choro e à falta de soluções, urgindo-as para que se motivassem a não deixarem de ter esperança. Estando longe, Khalida Popal está há mais de uma semana a tentar ajudar quem sofre, de perto, com o extremismo no Afeganistão.

Desde que os talibãs tomaram, definitivamente, o controlo do país e chegaram a Cabul, a capital, a 16 de agosto, que as mulheres desportistas no Afeganistão tiveram que recolher à reclusão nas suas vidas — fugiram das suas residências, esconderam-se em casas de familiares ou amigos e deixaram de sair à rua, enquanto os talibãs batiam porta a porta à sua procura.

Apenas por terem ousado praticar desporto, como quem também o faz, mas já não está no Afeganistão, contou à Tribuna Expresso.

Antigas jogadoras, treinadoras e capitãs mantiveram-se em contacto com estas mulheres, tentando apelar à ajuda de organizações de ajuda humanitária e da FIFA, que em conjunto com a FIFPro anunciou, na semana passada, que tentaria arranjar soluções para retirar futebolistas do Afeganistão.

Esta terça-feira, através do Twitter, Khalida Popal revelou que, pelo menos, 75 jogadoras e "alguns familiares" já conseguiram sair do país. "Motivar jogadoras a não desistirem, nem quando houve tiroteios. Foi duro", escreveu a antiga capitã e umas das fundadoras da seleção feminina do Afeganistão.

A publicação é acompanhada por duas fotografias, uma das quais mostrando o que aparentam ser várias mulheres, com a cabeça tapada por véus ou hijabs, já dentro de um avião militar.