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Aminata Diallo, suspeita de conluio na agressão a colega do PSG, foi libertada e “lamenta embuste artificial de uma rivalidade” com Hamraoui

De acordo com uma declaração do advogado de Diallo à France-Presse, a futebolista lamenta também "o exagero mediático que a condenou de antemão sem fundamento", deixando no ar ainda o cenário de recorrer à justiça por "difamação". Depois de um evento do PSG, no dia 4 de novembro, Kheira Hamraoui foi agredida por dois homens encapuzados, munidos com uma barra de ferro, e levada depois para o hospital

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Aminata Diallo (20) e Kheira Hamraoui (14), à esquerda

Anthony Dibon

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Aminata Diallo, a futebolista do PSG que foi detida no seguimento de uma agressão ainda por explicar a Kheira Hamraoui, uma colega no PSG, foi libertada na sexta-feira à tarde. Algumas horas depois, através do advogado, a atleta reagiu ao caso que está a chocar o futebol francês. Sobre as acusações, Diallo “desmente formalmente as acusações”.

“A Aminata Diallo lamenta o embuste perfeitamente artificial de uma rivalidade entre ela e a Kheira Hamraoui que justificaria o confronto com a sua colega”, pode ler-se num comunicado enviado à Agência France-Presse pelo advogado, Mourad Battikh, na sexta-feira, aqui citado pelo “El País”.

A futebolista, de acordo com Battikh, “lamenta o exagero mediático que a condenou de antemão sem fundamento”, deixando no ar ainda o cenário de recorrer à justiça por “difamação”.

Depois da agressão, levada a cabo por dois homens encapuzados, Kheira Hamraoui, de 31 anos, foi transportada para o hospital na mesma noite, onde foi suturada nas pernas e nas mãos.

O episódio ocorreu depois de um evento organizado pelo PSG, no dia 4 de novembro, quando ambas as futebolistas iam seguir para casa no mesmo carro, na companhia de uma terceira jogadora, Sakina Karchaoui (que já abandonara o carro aquando das agressões). Foi aí que Hamraoui foi atacada pelos dois homens, que a retiraram do carro e a agrediram com uma barra de ferro.

Diallo, que saiu em liberdade sem quaisquer medidas de coação, esteve detida 36 horas. Mas o caso, que levou o clube de Paris a pedir o adiamento do Lyon-PSG, este domingo, está longe de ser resolvido.

De acordo com o L’Équipe, o jornal que deu a história em primeira mão, Diallo foi cooperante nos interrogatórios, negando qualquer responsabilidade pela agressão à colega. A futebolista, de 26 anos, admitiu ainda que conhece um dos agressores através das redes sociais, tendo até trocado algumas mensagens com ele nas últimas semanas.

O telefone desse agressor, diz ainda o diário francês, terá sido utilizado para fazer chamadas anónimas a outras três futebolistas do clube parisiense, Marie-Antoinette Katoto, Grace Geyoro e Karchaoui, que terão dito à polícia que se tratará de “um homem casado” que diz ter tido uma relação íntima com Hamraoui, a vítima das agressões. Ou seja, tratar-se-ia de uma vingança, pois teria destruído a sua vida conjugal. O homem, já detido, negou ter feito as chamadas telefónicas.

O advogado de Diallo, conta ainda o "El País", revelou que os investigadores do caso estão agora a perseguir "outras pistas muito mais sérias" que "não implicam de todo" a futebolista que representa.