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Assim vai o Real de Flopetegui

O Real Madrid perdeu em casa (1-2) com o Levante e a crise, que já estava instalada, começa a ser insuportável para o treinador espanhol

Pedro Candeias

PIERRE-PHILIPPE MARCOU

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De uma vez só, Florentino Pérez conseguiu rebentar duas equipas que supostamente lhe interessam - a seleção espanhola, no arranque do Mundial, e o Real Madrid, no mesmo dia. Aconteceu quando Julen Lopetegui foi apresentado como novo treinador dos merengues, precipitando o seu despedimento da Roja e alimentando várias dúvidas no colosso de Madrid. Sim, Lopetegui não se saíra nada mal pela Espanha, mas o Real era outra coisa - uma coisa que ficaria bem diferente no momento em que Cristiano Ronaldo decidiu bater com a porta.

Ora, se o estilo de Lopetegui - a posse e o controlo acima de tudo, até dos golos - só podia sobreviver com goleadores com uma taxa de aproveitamento à prova de secas, sem CR7 por perto, era provável que o Real sofresse um bocadinho. Um bocadinho que foi crescendo e ultrapassando os limites do razoável até se transformar num momento histórico: este sábado, ao intervalo, o Real Madrid perdia por 2-0 em casa contra o Levante, somando 464 minutos sem marcar. Um recorde deprimente que durava há mais de 30 anos (1984-85).

O jogo acabou 2-1, com um golo irónico de um de defesa-esquerdo (Marcelo), ao minuto 72, pelo que o novo recorde se fixa agora 481 minutos - o Levante marcara por Nogales e Roger, nos primeiros 45'.

Recordando: o Real não marcou ao Sevilha (0-3), Atlético de Madrid (0-0), CSKA Moscovo (1-0) e Alavés (1-0). Agora que o fez, com o Levante, somou a quinta derrota consecutiva, pelo que crise é eufemismo para o que realmente se passa nos merengues: Flopetegui.