Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

De Buenos Aires a Madrid: rivalidade até nas alturas

Os adeptos do Boca Juniors e do River Plate viajam para o mesmo sítio - Madrid - para ver o mesmo jogo - a decisão da Libertadores (domingo, 19h30, SportTV2) - mas em aviões separados, por questões de segurança

Carol Fontes

picture alliance

Partilhar

Pela primeira vez na história, a final da Libertadores será realizada fora da América Latina. A confusão generalizada no Estádio Monumental, em Buenos Aires, levou a decisão para o Santiago Bernabéu, em Madrid, este domingo, mas algumas medidas têm sido tomadas em prol da segurança. Até nos ares.

A fim de evitar brigas pelo caminho, a companhia aérea responsável pela viagem até a Espanha dividirá os adeptos em dois voos no próximo sábado. O regresso está marcado segunda-feira e haverá ainda uma diferença de três horas nos horários relativos a ambas as equipas.

Outra medida tomada pela companhia foi reunir amigos e simpatizantes para promover um ambiente de paz a harmonia. Os voos com as duas claques do maior clássico argentino serão fretados. Os dois aviões Airbus 330, com capacidade para 272 pessoas, têm previsão de chegada para domingo de manhã. O preço das passagens foi alto: 87.735 pesos argentinos, incluindo os impostos e taxas, o equivalente a cerca de 2 mil euros.

O primeiro jogo entre Boca e River, na Bombonera, terminou empatado: 2-2. A segunda partida aconteceria em 25 de novembro, no Monumental de Núñez, também na capital argentina, contudo, o clima de tensão e violência fez a Conmebol optar pelo adiamento.

O autocarro que levava os jogadores do Boca foi atacado por adeptos do River nos arredores do estádio. Agressões, gás de pimenta, pedras e muitos vidros quebrados foram o resultado de um ataque feroz e alguns jogadores sofreram ferimentos e ficaram mal dispostos ao inalarem o spray.

Tévez, Gago, Almendra, Wanchope, Cardona e Benedetto foram medicados e, de acordo com o jornal argentino “La Nación”, teriam recebido doses de corticóides, substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Segundo o diário, os jogadores estão com medo de serem apanhados no doping.