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FIFA e Qatar fizeram acordo de 100 mihões antes do anúncio para o Mundial de 2022

Documentos divulgados pelo “Sunday Times” mostra contrato fechado em 2010 que contemplava pagamento de 100 milhões de dólares se o Qatar fosse o país-sede do Mundial

Zuba Ortiz

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A escolha do Qatar como país-sede do Mundial em 2022 voltou a ser alvo de denúncias de meio de comunicação. No domingo, o jornal inglês “Sunday Times” revelou a existência de um contrato secreto entre a FIFA e a emissora Al Jazeera, assinado três semanas antes da votação que definiu o país árabe como sede do Mundial.

De acordo com os documentos divulgados pelo jornal inglês, o contrato fechado em 2010, no fim da campanha de candidaturas para sediar o Mundial de 2022, contemplava o pagamento de 100 milhões de dólares numa conta da FIFA caso o Qatar fosse escolhido como país sede, o que acabou por se confirmar.

No final de 2010, o país árabe derrotou os Estados Unidos, Coreia do Sul ou Japão para sediar o Mundial de 2022. Ainda de acordo com o jornal inglês, o Qatar pagou 480 milhões de dólares à FIFA três anos depois por um novo contrato de direitos televisivos. À época, a Al Jazeera era prioridade do emir do Qatar, grande patrocinador da candidatura do seu país.

Num e-mail enviado ao jornal na última sexta-feira, antes da divulgação dos documentos, a FIFA defendeu-se das acusações. “As acusações relacionadas à atribuição do Mundial de 2022 já foram comentadas amplamente pela FIFA e que, em julho de 2017, publicou integralmente o relatório Garcia no site Fifa.com, por outro lado, a FIFA apresentou denúncia na Procuradoria Geral da Suíça e o processo segue em andamento. A FIFA coopera e continuará cooperando com as autoridades”, afirmou a entidade que comanda o futebol internacional.