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Num segundo estavam em cima das árvores a ver o treino, no outro estavam no campo a tocar os heróis

Depois do treino tático, Sampaoli chamou os garotos que estavam a observar o treino nas alturas. Brincaram e trocaram umas bolas com os futebolistas. Depois, assistiram ao resto do treino do Santos

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IVAN STORTI/SANTOS FC

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Depois da tempestade e do desastre no Campeonato do Mundo na Rússia, que mostrou falências no futebol da Argentina e não deixou Jorge Sampaoli com uma imagem bela, chegou o sol.

O treinador argentino foi anunciado como novo treinador do ‘Peixe’, a casa do eterno Pelé, a meio de dezembro. Desde então, tem incutido ideias interessantes dentro de campo, com ritmo, convicções e arrojo. Mas há, porventura, uma coisa que talvez esteja a encantar mais os adeptos brasileiros: a forma como Sampaoli se adaptou à vida em Santos.

MIGUEL SCHINCARIOL/GETTY IMAGES

Em tempos enublados, as redes sociais são a melhor assessoria. Há muitos vídeos a mostrar o treinador argentino a jogar futebol de praia, com qualidade. Depois, foi a bicicleta. De mochila às costas, foi assim que se deslocou ou desloca para o treino.

O pináculo do encantamento, que confirma o vento a favor para Sampaoli, aconteceu no treino de terça-feira. Empoleirados nas árvores, desafiando a vertigem, uns garotos miravam os seus heróis. Era um exercício tático, talvez pouco sedutor, provavelmente sem a liberdade desejada para miúdos que pouco querem saber de geometria e responsabilidades futeboleiras. Mas isso pouco interessa, estavam ali os craques que admiram.

Ivan Storti/Santos FC

Sem um sinal que pudesse sossegar o coração por antecipação, Sampaoli chamou os miúdos para o campo, conta o "Globo Esporte". Por ali, brincaram com o argentino, trocaram umas bolas com os futebolistas e ficaram a assistir ao resto do treino, sentados no banco de suplentes.

O Santos está nas meias do Paulistão, continua na Taça do Brasil e teve o maior desgosto na Copa Sudamericana, ao cair com o River Plate do Uruguai.

O que vai acontecer ninguém sabe, mas aqueles miúdos, de chinelo no pé e sorriso na boca, terão para sempre uma história para contar centenas de vezes.