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"Vê, irmão, que o Valência vença, certo? Há sete jogadores comprados no Valladolid"

O jogo que garantiu a presença na Liga dos Campeões à equipa de Gonçalo Guedes terá sido um logro

Lusa

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Pelo menos sete jogadores do Valladolid terão sido "comprados" no encontro frente ao Valência, da 38.ª e última jornada da Liga espanhola de futebol, revelou esta segunda-feira o jornal El Mundo, citando parte da investigação.

De acordo com aquele jornal, citado pela agência espanhola Efe, nas conversas gravadas pela polícia, Carlos Aranda, um dos implicados na Operação "Oikos", que investiga vários jogadores da primeira e segunda ligas espanholas por suspeitas de terem criado uma organização para manipular resultados de jogos e obter benefícios em apostas, deu alegadamente instruções para manipular o jogo.

"Vê, irmão, que o Valência vença a primeira e a segunda parte, certo? Há sete jogadores comprados", terá dito Carlos Aranda, frases que, juntamente com outros indícios (contactos entre futebolistas), terão levado os investigadores à conclusão de que o resultado do jogo entre Valladolid e Valência (0-2) estava combinado, triunfo que permitiu aos valencianos, nos quais alinha o português Gonçalo Guedes, assegurar a quarta e última vaga para a próxima edição da Liga dos Campeões.

O El Mundo revela ainda que a investigação tem em seu poder seis meses de escutas telefónicas efetuadas aos principais implicados no caso.
Vários jogadores da primeira e segunda ligas espanholas de futebol foram detidos em 28 de maio último por suspeitas de terem criado uma organização para manipular os resultados de jogos e obter benefícios em apostas.

Um dos detidos, o ex-jogador do Real Madrid Raúl Bravo, seria o cabecilha desta organização criminosa, tendo ainda sido detidos Borja Fernández, do Valladolid, Ínigo López, jogador do Deportivo, Samuel Saiz, jogador do Getafe, por empréstimo do Leeds, e Carlos Aranda, ex-jogador de várias equipas da primeira divisão.

Também foram detidos pela polícia Agustín Lasaosa, presidente do Huesca, clube no qual alinha o defesa português Luisinho, e Juan Carlos Galindo Lanuza, chefe dos serviços médicos do mesmo clube.

Todos os detidos são suspeitos de organização criminosa, corrupção e branqueamento de capitais.

Lusa