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A mão de Jesus: “No começo, chegaram a comentar se podia ou não ir à praia nas folgas”

Continuam a saber-se novidades e reações aos primeiros tempos de convivência com Jorge Jesus no Flamengo. Agora foi Diego Ribas, capitão da equipa e ex-jogador do FC Porto, a revelar que o treinador português chegou a falar com os jogadores sobre uma eventual proibição de irem à praia nos tempos livres, mas, "no dia certo", podem ir

Diogo Pombo

Alexandre Vidal / Flamengo

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Aconteceria com qualquer treinador europeu, com carreira na Europa, que fosse treinar para o Brasil, uma terra com costumes diferentes e que costuma viver o futebol de forma distinta. Chegou Jorge Jesus ao Flamengo e os hábitos mudaram muito para lá da exigência de lhe chamaram "mister" e não "Jesus", ou das esperadas confusões entre o português de Portugal e o que se fala do outro lado do Atlântico - pôr o pé na areia nas horas vagas, ao que parece, chegou a ser um tema.

Quem o disse foi Diego Ribas, que por cá será mais conhecido apenas por Diego, pelas duas épocas (2004-2006) que passou no FC Porto pós-conquista da Liga dos Campeões. Hoje é capitão do Flamengo e deu uma entrevista à "Globoesporte", na qual lhe perguntaram sobre a experiência com o novo treinador: "Ele é muito exigente, e inteligente também. Nos passa segurança naquilo que está falando. Eu passei alguns anos na Europa, até que conheço. Mas são sempre novas ideias, sempre aprendemos. Tudo faz parte deste pacote e nós estamos gostando".

Treino de campo, nutrição ou a minúcia nos posicionamentos defensivos têm sido falados, mas, agora, um dos temas mencionados foi a praia. "No começo chegaram a comentar sobre ir à praia ou não nas folgas, se podia ou se não podia. Comunicar se fosse sair da cidade. Não tínhamos esse costume. Mas é um grupo que não tem problema em seguir regras. Ele exigiu muito até agora, mas também já reconheceu essa qualidade da equipe, e isso para nós é bacana", revelou o internacional brasileiro, 34 anos.

O capitão do Flamengo diz que Jorge Jesus "tem a cartilha da disciplina" e que os jogadores têm "que ficar ligados nessa cartilha".

Diego mencionou os horários - "o que pode, o que não pode, tanto dentro quanto fora do clube" - e a medição "digital [da biometria] à chegada" ao centro de treinos. "[Temos que] esperar a equipa toda chegar para poder começar as refeições, seja almoço ou jantar. São algumas modificações", contou o jogador, antes de resumir o que vê em Jorge Jesus: "Acho que ele é um pouco diferente nessa cobrança com autenticidade a todo momento. Isso não é algo muito normal, mas faz parte do futebol e temos que saber lidar".