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Manchester City bate recorde: operação avalia o clube em 4,5 mil milhões de euros

A transação de 10% do clube de Pep Guardiola e Bernardo Silva fixa um novo recorde no mundo do futebol

Abílio Ferreira

Jason Cairnduff

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A venda de uma participação de 10% do Manchester City por 500 milhões de dólares (455 milhões de euros) leva o clube britânico onde alinha Bernardo Silva a uma valorização nunca antes alcançada - 4,55 mil milhões de euros.

O comprador foi a sociedade de investimento americana Silverlake, que fechou negócio com o grupo árabe de Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real do Abu Dhabi. O presidente do clube é Khaldoon Al Mubarak, com uma fortuna avaliada em 25 mil milhões de euros.

A Silverlake é um gigante americano de private equity, conhecida por investimentos no segmento da tecnologia em multinacionais como a Dell, Broadcom ou Skype.

A avaliação de 4,5 mil milhões de euros marca um recorde para uma sociedade desportiva.

Para se ter uma ideia, este valor compara com as capitalizações esta quarta-feira do Benfica de 104 milhões, do Ajax 400 milhões, da Juventus 1,4 mil milhões e do Manchester United 2,8 mil milhões de euros.

Além do Man. City, a empresa instrumental de Zayed Al Nahyano (City Football Group) detém sete clubes nos Estados Unidos, Austrália, Japão, Espanha, Uruguai e China. O Man. City é apontado como o único clube lucrativo deste universo.

Aliar desporto e tecnologia

Segundo revelou o City Football Group, com sede em Londres, os recursos serão usados ​​para financiar a expansão internacional do conglomerado e permitir que ele aprofunde os seus ativos de base tecnológica.

Classificando a Silverlake como “líder global em investimentos em tecnologia”, o presidente Khaldoon Al Mubarak nota que o seu grupo está “encantado” com o investimento e as “oportunidades de maior crescimento que a parceria gera".

A operação beneficia "da convergência entre as indústria do entretenimento, desporto e tecnologia" e da capacidade dos dois parceiros "de gerar novos segmentos de receita a nível global".

Chineses e americanos

A Silverlake terá um representante na administração do City Football Group. Segundo o "Financial Times", a sociedade despertara para o negócio do futebol ao reparar nos valores envolvidos nas transmissões dos jogos da Liga inglesa.

Em 2015, a China Media Capital comprara uma participação de 13% no grupo do Man City, numa transação que avaliava a empresa em 2,8 mil milhões de euros. Quatro anos depois, a avaliação progrediu 60%.

Após esta operação, a família Al Nahyan fica com 77% do City Football Club. Ou seja, o capital está repartido pelos Emirados Árabes, China e Estados Unidos.