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Bruno Fernandes: "Depois do primeiro jogo, ouvi a canção que fizeram para mim e pensei: 'estou aqui há dois dias e já tenho uma canção'"

Médio chegou a Manchester há pouco mais de um mês e numa longa entrevista à Sky Sports falou do que encontrou no Man. United, da sua canção, do apoio de Diogo Dalot (que lhe ofereceu casa na primeira noite) e até do pequeno desencontro que teve com Pep Guardiola no recente dérbi da cidade

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Sam Bagnall - AMA

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A transferência

"A decisão foi fácil porque quando tive a hipótese de vir, nem pensei duas vezes. Falei com o Sporting, que já estava em negociações com o Man. United sobre a minha transferência e quando falaram comigo eu disse que a minha primeira escolha era o Manchester United, que era o que eu precisava para a minha carreira"

O impacto no United

"Acho que podemos falar sobre um novo começo depois do Bruno, mas isto não é só sobre o Bruno, é sobre toda a equipa. Quando cheguei, vi a equipa a puxar para o mesmo lado e a ganhar jogos, a melhorar e eu sou mais um jogador a ajudar"

A canção

"É muito simpático. O apoio que tenho recebido os adeptos desde o primeiro dia é fantástico. Depois do primeiro jogo, ouvi a canção que fizeram para mim e pensei 'estou aqui há dois dias e já tenho uma canção'. Preciso de dar algo aos adeptos, e não é porque têm uma canção para mim, mas porque eles dão-me o apoio que eu preciso para ajudar os meus colegas de equipa"

Solskjaer

"Ele foi jogador e acho que isso é importante. É muito cuidadosos com os detalhes e isso é importante para mim porque o que muda o futebol hoje em dia é a forma como se olha para os pormenores. O treinador foi essencial quando cheguei, mas mais que o treinador foram os meus colegas, porque quando tens a confiança dos teus colegas é muito mais fácil"

A boa relação com Diogo Dalot

"Eu tenho carro, mas o Dalot quer levar-me para os treinos e então vamos juntos. Normalmente chegamos cedo, mas às vezes o Phil Jones ainda vai mais cedo que nós. Acho que o Diogo quer companhia, por isso vou com ele para tomarmos o pequeno-almoço juntos e irmos para o ginásio. Desde que cheguei ele tem ajudado muito. No primeiro dia dormi em casa dele. Tinha um hotel, mas ele disse-me para ir para casa dele e ajudou-me com tudo. Fico muito feliz por ter o Diogo cá porque nos primeiros dias ele foi uma grande ajuda"

O perfil de jogador

"Acho que sou um jogador diferente dos outros. Toda a gente tem uma forma diferente de jogar, talvez eu arrisque mais, talvez outros não arrisquem tanto, talvez eu remate mais, mas há jogadores que passam mais, há jogadores que fazem mais cortes de bola. Alguns jogadores podem ser parecidos, mas nunca são o mesmo jogador. Eu normalmente gosto de correr riscos, dar o último passe e tento assistir o mais possível. Não me interessa se uma pessoa que está fora do campo fica chateada com o meu passe, eu respeito isso, mas vou continuar a arriscar"

"Há quem diga que um jogador que é bom com a bola, não é tão bom sem ela. Eu tento ser o melhor possível com a bola mas também ter a consciência destes pormenores, como a reação à perda da bola"

Reação ao erro

"Quando sinto que não joguei tão bem, não vejo o jogo de novo. Tenho na minha cabeça que tenho de fazer melhor, tenho na minha cabeça o passe que não saiu bem, o mau remate, a decisão errada. Quando corre bem e até fizeste uma assistência, tens de ver se esse passe não pode ser ainda melhor. É difícil de explicar, mas acho que é preciso olhar-se para os detalhes para se ser melhor"

O desencontro com Pep Guardiola

"Como o Pep [Guardiola] ganhou tudo, algumas pessoas pensam 'mas quem é o Bruno para fazer aquilo?'. Mas eu acho que é uma questão de respeito. Agora que estou fora do campo e mais calmo, penso que não o faria de novo, mas naquele momento, o que ele disse chateou-me. Fiquei um bocado nervoso e eu sou esse tipo de jogador. Tenho muito respeito pelo Pep e por tudo aquilo que ele ganhou e fez pelo futebol. Mas naquele momento ele não me respeitou e não mereceu o meu respeito. Mas para mim, o que acontece no campo, fica lá, quando saio já é passado"