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“Nós podemos viver um ano sem salário. Não acordamos às seis da manhã e voltamos a casa às sete da noite para alimentar a família esfomeada”

Carlos Tévez, avançado do Boca Juniors, sobre a responsabilidade que os futebolistas têm de assumir num quadro de pandemia e de crise financeira. O argentino diz que os jogadores têm de fazer mais do que "gravar vídeos"

Pedro Candeias

Rodrigo Valle

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Carlos Tévez, o "Apache", veio a público exortar aos seus colegas futebolistas a fazerem mais do que vídeos solidários para quem sofre com a pandemia do novo coronavírus. E falou de dinheiro.

"Um futebolista pode viver seis meses ou um ano sem receber salário. Nós não somos como todas aquelas pessoas que têm de sair de casa às seis da manhã e que regressam às sete da noite para alimentar a família que tem fome", disse Tévez, do Boca Juniors, à America TV, da Argentina.

"Temos de ajudar, há gente desesperada que não se pode mexer ou deixar a casa. Os clubes têm de ser envolvidos nisto. Não nos deviam pedir não para não nos treinarmos, mas para fazer alguma coisa por essa gente". E como? "O exemplo começa aqui: podemos estar a fazer um vídeo, mas devíamos era ir para a rua ajudar as pessoas."

Carlos Tévez tem 36 anos e é avançado do Boca Juniors, clube que o formou. Jogou, também, no Corinthians, no West Ham, Manchester United, Manchester City, Juventus e Shanghai Shenhua.