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Não, perceberam tudo mal. UEFA nega que presidente tenha dado indicações para os campeonatos terminarem até 3 de agosto

Há dias, Aleksander Ceferin deu uma entrevista na qual deu a entender que, de facto, dera indicações aos dirigentes das 55 associações de futebol para acabarem as ligas nacionais até ao início de agosto, mas, afinal, o líder da UEFA terá sido mal entendido. É isso que a entidade defendeu, este domingo: "O presidente foi muito claro em que não podia dar datas específicas para o final da época"

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Harold Cunningham - UEFA

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A UEFA esclareceu, este domingo, que o presidente Aleksander Ceferin não deu datas limite para a conclusão das competições da época 2019/20 e que houve uma interpretação errada de declarações suas, na entrevista que concedeu à televisão alemã "ZDF".

“O presidente foi muito claro em que não podia dar datas específicas para o final da época”, indicou o organismo responsável pelo futebol europeu, em comunicado, depois de surgir na imprensa a data limite de 3 de agosto.

O organismo diz estar, juntamente com a Associação Europeia de Clubes e a Associação das Ligas Europeias, a analisar desde 17 de março todas as opções para que se conclua a época.

“A primeira prioridade de todos os membros do grupo de trabalho é preservar a saúde pública. Uma das opções estudadas recorrentemente foi a de jogar em julho e agosto, se necessário, dependendo da permissão das autoridades nacionais”, acrescenta o comunicado.

A indicação de julho e agosto foi assumida como se Ceferin tivesse fixado 3 de agosto como data limite: “isso não é verdade”, acentuou a UEFA.

Quase todos os campeonatos europeus estão parados devido à crise sanitária vivida, devido à pandemia da covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil. Dos casos de infeção, mais de 233 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de mais de 642 mil infetados e mais de 47 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.