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Cassano: “Sou mais bonito que Beckham, tratei mal Capello, fiz noitadas com Guardiola e peço ao Governo italiano para falar menos”

Antonio Cassano, hoje com 37 anos e eterno rebelde do futebol italiano, deu uma entrevista desassombrada aos meios de comunicação italianos, nos quais confessa ter tido culpas na carreira, revelando a humildade de Beckham e um lado menos conhecido de Guardiola

Pedro Candeias

Marco Luzzani

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O peso

"O que é que gosto de comer? Esparguete à gricia, carbonara e amatriciana. Agora estás a ver porque é que estava naquelas condições em Roma?"

O Real Madrid

"Com o Don Fabio [Capello] fiz uma das minhas melhores pré-épocas, perdi dez quilos, andava pelos 82 quilos. A minha aventura com ele, no Real Madrid, começou da melhor maneira. Pôs-me a titular nas duas primeiras jornadas da época, depois pôs-me no banco, na terceira, para descansar. E eu passei-me com ele.... Tenho de pedir-he desculpa a Don Fabio. A esta distância, tenho de fazer um mea culpa. Fiz-lhe cada uma..."

Beckham e o Fenómeno

O Beckham [coincidiram no Real Madrid] era um grande jogador, mas sobretudo uma grande pessoa. Ele era uma rock star, era conhecido em qualquer parte do mundo, mas era sempre humilde. Embora eu fosse um bocadinho mais bonito do que ele. Já no van Nistelrooij não jogava porque... à frente dele estava o Ronaldo, o "Fenómeno". Ele era uma coisa fora deste mundo".

O amigo Guardiola

"O Guardiola é um bom amigo. Jogámos juntos na Roma. Num determinado verão, estava no Mónaco para um torneio. Estava a jantar num terceiro piso de um hotel e ouço chamarem-me várias vezes. Era o Guardiola. Queria falar comigo, queria partilhar com os outros as asneiras que fazíamos na noite de Roma. O Pep foi um jogador fantástico e um treinador grandioso. A sua grande força é conseguir convencer os melhores jogadores a jogar com as ideias dele. É o único no mundo a ter este carisma. Mas, se um dia for diretor desportivo, quero o Bielsa para a minha equipa. É um revolucionário, tem disciplina e personalidade."

A covid-19

"O meu coração chora ao ver a Itália nestas condições. Vejo tanta gente em dificuldades económicas. O Estado tem de se mexer, porque muitas pessoas ficaram sem trabalho; falam muito, mas agora é preciso passar ao atos".