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Bruno Fernandes: "O Dalot ajudou-me muito. A mãe dele fazia-me o jantar"

Numa sessão de perguntas e respostas com os adeptos do Manchester United, o médio português falou dos primeiros tempos na cidade e da preparação que tem feito durante a quarentena. E voltou a referir a ajuda de Diogo Dalot - e da sua mãe - nos primeiros dias

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PETER POWELL

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Os primeiros tempos em Manchester

"Foi fácil porque o staff do Manchester United ajudou-me a encontrar casa o mais rápido possível. Só fiquei sozinho cá durante uma semana. Normalmente quero e gosto de ficar em casa. Não saio muito para almoçar ou jantar fora. Faço-o mais porque a minha família precisa de sair e conhecer a cidade. Mas normalmente o meu dia é assim, ficar em casa, descansar, brincar com a bebé, fazer algum ginásio. Agora é mais difícil porque não podemos treinar. Quando treinamos gastamos muita energia, por isso quando chego a casa é comer e dormir".

O que sente mais falta com a paragem do campeonato

"Sinto falta dos meus companheiros de equipa, da atmosfera à volta do estádio, do jogo, da pressão - porque eu gosto muito da pressão. Para mim é difícil não estar em Old Trafford, a jogar para os adeptos".

As primeiras recordações do Manchester United

"Comecei a olhar para o Manchester United com mais interesse quando o Cristiano veio para cá. É normal, quando há jogadores portugueses numa equipa, olhas mais para essa equipa do que para outras. Mas agora já olho para o United de outra forma, porque tens o Cristiano, mas também tens o Paul Scholes, o Rooney, Giggs, Roy Keane, o Cantona antes deles. O Van Nistelrooy, sei lá, podia ficar aqui horas a dizer todos os nomes. E o Nani, que foi meu colega de equipa. Vir para o Manchester United foi fácil, porque era um sonho de criança dar um passo destes".

Treinos em quarentena

"Temos um programa do United e tentamos fazer tudo o que podemos em casa. É difícil, mas quase todos nós temos todas as condições para treinar. Mas não é o mesmo que estar no campo de treinos, no relvado, com os colegas de equipa, a bola. Treinamos uma ou duas vezes por dia, depende do dia, e também temos dias livres".

O companheiro Dalot

"O Diogo [Dalot] foi muito importante neste período. Eu estava num hotel e ele disse-me para ir para casa dele. Ele e a mãe dele ajudaram-me muito, porque se ficas numa casa com outras pessoas, com portugueses, é mais fácil. A mãe dele fazia-me o jantar. O Alex, do apoio ao jogador, ajudou-me muito também, com a casa, contas do banco. Nisso o Manchester United é fantástico porque tens pessoas que te ajudam com estes assuntos e só tens de ter a tua cabeça no jogo, no treino. Os jogadores espanhóis, porque a língua é parecida, mas todos os outros também me perguntaram se precisava de alguma coisa. Quando fiz o primeiro jogo parecia que estava cá desde o início da temporada".