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Gonçalo Paciência e uma diferença óbvia: “Aqui, não se discutem lances. Falhar é humano e os jogadores falham mais do que os árbitros”

O avançado do Eintracht de Frankfurt da Alemanha fala sobre o futebol germânico e sobre o adiamento do Europeu de futebol, que lhe dá mais tempo para tentar convencer Fernando Santos a levá-lo no comboio dos convocados

Lusa

Gonçalo Paciência amparado por alguém que o futebol português também conhece relativamente bem

Alex Grimm

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O avançado Gonçalo Paciência afirmou hoje que, com o adiamento do Euro2020 de futebol, tem “mais um ano para provar” o seu valor e mostrar que é “uma opção válida” para poder representar a seleção portuguesa na competição.

“O adiamento dá-me mais um ano para mostrar que sou opção válida e vou fazer por isso. Mais um ano para provar o meu valor”, afirmou Gonçalo Paciência, que foi utilizado apenas uma vez pelo selecionador Fernando Santos durante a fase de qualificação para o próximo Europeu, no triunfo caseiro sobre a Lituânia (6-0), em que marcou um dos golos da partida.

A fase final do Euro2020, que vai decorrer pela primeira vez em 12 cidades de 12 países, estava marcado para junho e julho deste ano, mas acabou por ser adiado para 2021, entre 11 de junho e 11 de julho, devido à pandemia da Covid-19.

Em entrevista ao canal de televisão Eleven Sports, o avançado de 25 anos recordou o tento marcado à seleção lituana, o seu primeiro e único, até agora, por Portugal, e explicou os festejos que protagonizou no Estádio Algarve.

“Passou-me pela cabeça tudo o que ultrapassei, as lesões. Festejei como se tivesse resolvido o jogo”, confessou o jogador dos alemães do Eintracht Frankfurt.

Formado no FC Porto e com passagens pela Académica, Rio Ave e Vitória de Setúbal, Paciência assumiu que se sente “mais valorizado” desde que saiu de Portugal, embora tenha encontrado uma realidade “bem diferente” na Alemanha.

“É tudo mais disciplinado. Não se fala dos árbitros, não se discutem lances. Falhar é humano. Os jogadores falham mais do que os árbitros. A relação entre treinador e jogador na Alemanha é muito mais distante e fria do que em Portugal”, contou.

Paciência explicou ainda que tem a ambição que chegar ao campeonato inglês ou espanhol e apontou José Couceiro como o treinador que mais o marcou na sua carreira profissional, durante a passagem pelo Vitória de Setúbal.