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“Foi violento, arrisquei a vida”: no dia em que Téo Gutiérrez (ex-Sporting) sacou da arma, o grande Basile deixou o futebol

Em entrevista à Fox Sport argentina, o treinador assumiu que o episódio com o avançado colombiano, em 2012, foi decisivo para abandonar o jogo em que andava desde 1975

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Alfio Basile é um histórico da Argentina, que esteve no ativo quase 40 anos, como jogador e treinador, uma carreira que acabou em 2012 por causa de um encontro pouco desejado com um nosso bem conhecido: Téo Gutiérrez, avançado colombiano, que alinhou no Sporting entre 2015-2017.

A história é esta: a 14 de abril de 2012, o seu Racing de Avellaneda perdeu com o Independiente por 4-1; Téo Gutiérrez, que marcou o primeiro golo do jogo, foi expulso na segunda-parte e o Racing foi-se ainda mais abaixo; e quando acabou o jogo, Téo e Sebastián Saja, o guarda-redes, pegaram-se no balneário, porque o plantel considerava estúpida a forma como o colombiano fora expuslo. E foi então que Téo Gutiérrez puxou de uma arma.

"Arrisquei a vida nesse dia. Foi uma sensação violenta,pesada. É preciso passar por isso para perceber e em toda a minha vida nunca me tinha acontecido. Foi complicado, porque... imagina que a pistola dispara? Nunca sabes. Se a arma é de brincar? Vai lá tu confirmá-lo. Era uma máquina, um ferro terrível".

Foi por isso que Basile deixou o futebol. "Eu já andava cansado, mas aquela loucura do Téo, que sacou da arma no balenário, convenceu-me que tinha de deixar de trabalhar. Tenho netos, olha as coisas que eu tinha de aturar? Não estou mais para isto, disse para mim próprio."

À Fox Sports garantiu que enquanto atestava o combustível do seu carro, nessa mesma noite, "avisou os diretores do Racing que se ia embora".