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Os jogadores não britânicos vão ter mais dificuldades para entrar na Premier League. Por causa do Brexit, claro

O mercado de transferências de jogadores não britânicos na ‘Premier League’ vai ser alterado, devido à saída do Reino Unido da União Europeu, com a introdução de um sistema de pontos, anunciou hoje a Federação Inglesa de Futebol (FA)

LUsa

Manchester City FC

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O mercado de transferências de jogadores não britânicos na ‘Premier League’ vai ser alterado, devido à saída do Reino Unido da União Europeu, com a introdução de um sistema de pontos, anunciou hoje a Federação Inglesa de Futebol (FA).

De acordo com o relatório financeiro anual do organismo, o ‘divórcio’ entre o Reino Unido e a União Europeia vai obrigar a alterações no sistema de transferências, com a introdução de restrições nas contratações de jogadores de outros países europeus, algo que já existia, mas apenas para futebolistas nascidos fora do continente.

O plano da FA passa por um sistema de pontos, que terá em conta o número de internacionalizações do jogador pelo seu país, o ranking da FIFA do seu país, o montante da transferência e o salário que vai auferir no Reino Unido.

“Sabemos que estas medidas podem ter um impacto negativo no número de jogadores europeus que vão entrar no futebol inglês e isso pode resultar numa desvalorização dos campeonatos, mas pode ser uma oportunidade para os jogadores ingleses na ‘Premier League’, nas outras ligas profissionais e na liga feminina”, explicou a FA.

De acordo com notícias publicadas pela imprensa inglesa nos últimos dias, era esperado que o organismo reduzisse o limite de jogadores estrangeiros de 17 para 13, mas, para já, tal não foi anunciado.

No dia 1 de fevereiro, o Reino Unido saiu da União Europeia e iniciou um período de transição até 31 de dezembro de 2020, durante o qual as duas partes negociarão a relação futura.

Uma terceira ronda de negociações está prevista para a semana que começa a 01 de junho, após a qual as duas partes têm de decidir se querem um prolongamento do período de transição, que termina no final do ano.

O Governo britânico já reiterou várias vezes que não pretende pedir nem aceitar um pedido de prolongamento.