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De Ligt, o estranho caso do defesa que não gosta de ser defesa

Central holandês de 20 anos, colega de Cristiano Ronaldo na Juventus, admite que preferia ser médio a defesa, mas que às vezes é preciso saber "dar um passo atrás e perceber onde se pode melhorar"

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Tim Clayton - Corbis

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Matthijs de Ligt é, aos 20 anos, uma das maiores esperanças e um dos centrais com mais futuro do futebol mundial. O holandês de 20 anos cumpre esta temporada a primeira época na Juventus, depois de uma caminhada triunfal no Ajax, onde cedo se tornou capitão de equipa.

Mas, na verdade, De Ligt seria mais feliz em outros terrenos de um campo de futebol. O próprio admitiu-o a numa entrevista à revista "Champions Journal", publicação da UEFA dedicada à Liga dos Campeões.

"Até aos 15 anos, era médio ofensivo. Joguei durante muito tempo como médio, marcava golos, dava assistências, tudo isso. De repente, disseram-me que seria melhor para a minha carreira passar a defesa", confessa o colega de equipa de Cristiano Ronaldo, que até hoje não parece estar muito convencido com a troca.

"Eu não gosto de ser defesa. Mas também sei que deves dar um passo atrás e perceber onde podes melhorar. A força mental, por exemplo, é essencial para ser defesa", diz ainda, sublinhando na entrevista que a filosofia do Barcelona é uma grande influência no seu jogo - apesar de no defeso ter escolhido jogar na Serie A quando tudo já parecia encaminhado para que assinasse com os catalães.

"Desde que apareceu o Barcelona do 'tiki taka' que todas as equipas começaram a querer jogar desde trás. E para isso precisas de defesas que sejam bons de pés. Por isso sei que a capacidade técnica é muito importante na minha posição", reconheceu o jovem.