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Ronald Koeman hospitalizado devido a problemas cardíacos

O atual selecionador holandês e antigo treinador do Ajax, Southampton, Everton e Benfica deu entrada, este domingo, num hospital em Amesterdão, onde foi submetido a um cateterismo para libertar uma artéria do coração. Koeman ter-se-á sentido mal durante um treino de bicicleta e o jornal "De Telegraaf" escreve que nunca lhe tinha sido diagnosticado qualquer problema cardíaco

Lusa

Lukas Schulze - UEFA

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O antigo treinador do Benfica e atual selecionador holandês de futebol, Ronald Koeman, foi este domingo transportado a um hospital de Amesterdão devido a um problema cardíaco, avançou o jornal holandês "De Telegraaf", citando fontes da família do técnico.

Koeman, de 57 anos, foi submetido a um cateterismo e encontra-se estável graças à rápida intervenção do corpo clínico do hospital, revelou o diário holandês, adiantando ainda que o técnico deve ter alta na segunda-feira.

O atual selecionador dos Países Baixos sentiu fortes dores no peito após um treino de bicicleta, razão pela qual foi internado ao início da tarde de hoje para ser sujeito a um cateterismo, que é um procedimento utilizado para libertar a artéria que esteja demasiado estreita ou bloqueada através da implantação nesta de uma prótese intravascular.

O Benfica foi um dos clubes treinados por Koeman, na época 2005/06, tendo ficado em terceiro lugar no campeonato português e qualificado a equipa ‘encarnada' para os quartos de final da Liga dos Campeões Europeus, fase em que seria eliminada pelo FC Barcelona, que se sagraria campeão europeu nessa temporada.

O ponto alto do excelente desempenho do Benfica nessa edição da Liga dos Campeões foi a eliminação do Liverpool, então orientado pelo espanhol Rafael Benítez e campeão europeu em título, nos oitavos de final, eliminação que começou com um triunfo no estádio da Luz por 1-0, graças a um golo de Luisão, e acabou com outro, em pleno Anfield Road, por 2-0, com golos de Simão Sabrosa e do avançado italiano Fabrizio Micolli.

Antes na fase de grupos, o conjunto ‘encarnado’ também tinha deixado pelo caminho o Manchester United, ao bater na Luz o conjunto de Cristiano Ronaldo por 2-1, na sexta jornada.

Como treinador, Koeman conquistou três campeonatos dos Países Baixos, dois pelo Ajax (2001/02 e 2003/04) e um pelo PSV Eindhoven (2006/07), uma taça dos Países Baixos, pelo Ajax, a Supertaça Cândido de Oliveira, pelo Benfica, em Portugal, em 2005/06, e uma Taça do Rei, pelo Valência (2007/08).

Koeman orientou ainda clubes como o Vitesse, o AZ Alkmaar e o Feyenoord, dos Países Baixos, e o Southampton e o Everton, de Inglaterra.

Após o fracasso da seleção dos Países Baixos, que não se apurou para o Euro2016 e para o Mundial2018, Koeman assumiu o comando da formação ‘laranja’ em 06 de janeiro de 2018 e qualificou-a para a fase final do Euro2020, adiado para 2021 devido à pandemia do coronavírus, sendo ainda finalista da Liga das Nações, apenas derrotado na final pelo anfitrião Portugal (1-0).

Como jogador, Ronald Koeman iniciou-se no Groningen e três anos depois foi contratado pelo maior clube do país, o Ajax, cuja camisola envergou durante três épocas, tendo conquistando o campeonato dos Países Baixos em 1985 e a Taça em 1986, ano em que se transferiu para o PSV, então a terceira equipa do país em títulos.

Em Eindhoven, viveu alguns dos melhores momentos na carreira de futebolista, ao conquistar o ‘tri-campeonato’, além de um ‘bi' na Taça dos Países Baixos em 1988 e 1989 e o mais importante, o primeiro e único título do PSV na Taça dos Campeões Europeus, em 1988, em Estugarda, justamente frente ao Benfica, orientado por Toni, numa final decidida dos penáltis.

O seu excelente desempenho no PSV chamou a atenção do seu compatriota Johan Cruijff, que treinava o FC Barcelona, onde ingressou em 1989, tendo tido um papel importante no renascimento do clube em declínio há décadas.

Pelo Barça conquistou um tetracampeonato e tornou-se num dos pilares do chamado ‘dream team', e apesar de jogar na posição de central, conseguiu a incrível marca de 87 golos em 264 jogos no campeonato espanhol, mas o mais importante que marcou foi o único golo da final da Taça dos Campeões Europeus, frente aos italianos da Sampdoria, a primeira da história do clube catalão.