Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

A mulher de Aleksandar Katai publicou várias mensagens racistas no Instagram. E os LA Galaxy despediram-no

Tea Katai chamou "gado nojento" aos manifestantes do movimento "Black Lives Matter" e o clube da MLS não tolerou o comportamento da mulher do jogador, que viu o seu contrato rescindido

Tribuna Expresso

Icon Sportswire

Partilhar

Aleksandar Katai é um extremo sérvio que cumpria a sua primeira temporada nos LA Galaxy. Mas quando a MLS voltar, depois da paragem devido à pandemia da covid-19, Katai já não estará no plantel.

Os Galaxy decidiram rescindir contrato com Katai, de 29 anos, depois de descobrirem que a mulher do sérvio havia publicado várias mensagens de teor racista na sua página de Instagram, onde criticou os protestos que se seguiram à morte de George Floyd em diversas cidades norte-americanas.

Em mensagens entretanto apagadas, Tea Katai pediu a morte dos manifestantes, a quem chamou de “gado nojento”. Gozou com o movimento “Black Lives Matter”, chamando-lhe de “Black Nikes Matter”. Uma situação considerada inaceitável pelos LA Galaxy, que esta sexta-feira anunciaram que não contam mais com o Aleksandar Katai, apesar deste ter publicado um pedido de desculpas nas redes sociais, referindo-se aos insultos da mulher como “inaceitáveis”.

“Os LA Galaxy afirmam-se firmemente contra qualquer tipo de racismo, incluindo aquele que sugere violência ou diminui os esforços daqueles que perseguem a igualdade racial”, pode ler-se num comunicado do clube de Los Angeles, que se diz “ao lado das comunidades de cor, e especialmente com a comunidade negra nos protestos e na luta contra o racismo sistémico, desigualdade social, intolerância e violência”.

Ele foi para o treino com as unhas pintadas de preto. Ele não quer saber do vosso racismo para nada. Nem da vossa homofobia

Ele é Borja Iglesias, jogador do Bétis de Sevilha que começou a ser gozado no Twitter por ter ido treinar com as unhas pintadas de preto. A resposta foi mais elegante do que uma boa manicure: "Eu explico, não há problema. É uma forma de me consciencializar e de lutar contra o racismo, mas acho que também calha bem contra a homofobia. E também tenho de admitir que gosto de vê-las assim"