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Federação de futebol dos EUA revoga proibição de ajoelhar durante o hino e lamenta: "Não ouvimos os nossos jogadores"

Desde 2017 que a federação exigia que jogadores e staff se mantivessem de pé durante o hino, mas a morte de George Floyd fez a US Soccer voltar atrás, com direito a muita autocrítica pelas decisões passadas: "Ficou claro que a nossa política estava errada e prejudicou a importante mensagem do movimento Black Lives Matter"

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Kevin C. Cox

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Todos os jogadores norte-americanos estavam proibidos de ajoelhar-se durante o hino nacional, uma exigência que existia desde 2017, mas que deixa agora de ter efeito. A morte de George Floyd e os protestos do movimento Black Lives Matter fez a federação de futebol dos Estados Unidos voltar a atrás numa decisão tomada depois de Megan Rapinoe se solidarizar com Colin Kaepernick antes dos jogos da seleção frente à Tailândia e Holanda.

A US Soccer decidiu então que todos os jogadores e staff em representação dos Estados Unidos deveriam "ficar de pé respeitosamente durante o hino nacional em qualquer evento em que a federação esteja representada".

Quase quatro anos depois, chega a emenda, com muita autocrítica pelo meio. "Ficou claro que a nossa política estava errada e prejudicou a importante mensagem do movimento Black Lives Matter".

"Não fizemos o suficiente para ouvir - principalmente os nossos jogadores - para perceber e reconhecer as experiências reais e significativas dos negros e de outros minorias do nosso país. Pedimos desculpa aos nossos jogadores - especialmente aos jogadores negros - staff, adeptos, e todos aqueles que apoiaram o fim do racismo. O desporto é uma plataforma para o bem e nós não usamos a nossa plataforma de forma efetiva como deveríamos. Podemos fazer mais sobre este tema específico e vamos fazê-lo", pode ler-se numa nota publicada nas redes sociais da US Soccer.

A federação norte-americana de futebol diz ainda que deverão ser os jogadores a determinar "como podem usar as suas plataformas da melhor maneira para combater todas as formas de racismo, discriminação e desigualdade", sublinhando o apoio a qualquer protesto.

"Não podemos mudar o passado, mas podemos fazer a diferença no futuro", remata ainda o comunicado.