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O treinador Luís Castro está a dois pontos de sagrar-se campeão na Ucrânia

Shakhtar Donetsk, treinado pelo português Luís Castro, venceu hoje em Kiev o Kolos Kovalivka por 1-0 e está a dois pontos do título, cumprida a quarta jornada dos ‘play-offs' de apuramento de campeão

Lusa

Rui Duarte Silva

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O Shakhtar Donetsk, treinado pelo português Luís Castro, venceu hoje em Kiev o Kolos Kovalivka por 1-0 e está a dois pontos do título, cumprida a quarta jornada dos ‘play-offs' de apuramento de campeão.

O único golo do jogo foi hoje marcado pelo brasileiro Junior Moraes, que, aos 48 minutos, ‘picou' a bola sobre o guarda-redes adversário após um passe do compatriota Marlos, colocando a formação de Donetsk com 68 pontos, face aos 52 do segundo, o Dínamo Kiev, a seis jornadas do fim.

Luís Castro, que sucedeu no início da época a Paulo Fonseca e procura estrear-se como campeão, tem, assim, 16 pontos de vantagem, quando há 18 em disputa, após três vitórias, em outros tantos jogos, depois da paragem ditada pela pandemia de covid-19.

Depois do fim da União Soviética, em 1991, o Shakhtar está perto de somar o 13.º cetro, e quarto consecutivo, ficando a apenas dois dos 15 do Dínamo Kiev.

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    Pôs o Rio Ave a jogar aquele que foi considerado por muitos como o futebol mais bonito da Liga 2016/17 e é a falar de futebol que se sente confortável, ainda que avise: “Há pessoas que falam de futebol sem perceberem nadinha. Às vezes digo: 'Vivo ao lado do hospital, mas não sou médico'”. Em 2017/18, regressa às origens, para treinar o Chaves, com as mesmas ideias que tinha em Vila do Conde e, antes, no Dragão, onde foi campeão pela equipa B e teve uma curta passagem pela equipa principal: "Quando chegamos a esse patamar, pensamos: 'Chegou a hora'. Não tinha chegado"

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    Depois da guerra entre Croácia e Sérvia, vive a segunda guerra na Ucrânia. Em miúdo, vendeu vegetais e fruta num bazar e, certo dia, gastou todo o dinheiro numas botas. Darijo Srna, recordista com a seleção croata e ex-capitão do Shakhtar Donetsk, fala com a Tribuna Expresso sobre Luís Castro e os adjuntos portugueses, o clube onde jogou 15 anos, a família e a infância. No fundo, sobre a vida e de como a leva: "Não é fácil quando entras numa equipa técnica e eles não te conhecem. É tão, tão, tão difícil mas vou dizer-te a verdade: desde o primeiro dia com o mister Castro, Filipe [Celikkaya], João [Brandão], Vítor [Severino] e [José] Roque, temos uma relação fantástica. Senti imediatamente que são meus amigos. Eles não são só bons treinadores, são também boas pessoas"