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Na lista de transferências mais exóticas em Inglaterra está a de Pembridge para o Benfica

O “Daily Mail” fez uma lista dos jogadores britânicos ou irlandeses que se mudaram para o continente em transferências surpreendentes. Entre eles, está o galês que Souness foi buscar ao Sheffield Wednesday

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Matthew Ashton - EMPICS

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O artigo surge a propósito da possibilidade de Jeff Hendrick, médio do Burnley, ser contratado pelo AC Milan ou pela Roma. Apesar de Hendrick ser descrito como um “jogador fiável”, o interesse no irlandês surpreendeu muitos seguidores atentos da Premier League.

Pegando na história à volta de Hendrick, o “Daily Mail” foi buscar ao baú jogadores que “ousaram” deixar o oásis da liga inglesa e aventurar-se por paragens mais ou menos exóticas. O destino mais procurado, pelo menos nos 10 casos que o jornal inglês elegeu, é Itália. Foi o caso de Lee Sharpe, um dos meninos bonitos de Alex Ferguson no Manchester United, que viu a ascensão na carreira interrompida por lesões. Depois do Leeds United, em 1996, Sharpe tentou a Sampdoria, em 98, para se juntar ao já veterano compatriota David Platt. Foram três jogos em meia época e um regresso a Leeds.

Quando, no ano 2000, Robbie Keane chegou ao Inter de Milão, a equipa azul e negra era um dos colossos do futebol italiano. Daí que a sua contratação ao Coventry tenha sido algo inesperada. Keane vinha de 12 em 31 jogos o que, como avançado, não é propriamente extraordinário. O facto de o treinador que o tinha desejado, Marcelo Lippi, ter sido despedido pouco depois, não ajudou nada. Keane jogou 14 vezes pelo Inter e foi recambiado para Inglaterra onde, mais uma vez, foi o Leeds que lhe abriu as portas.

Também o irascível Joey Barton tem lugar na lista de que selecionámos alguns nomes. Foi após o jogo polémico que o Manchester City ganhou ao Queens Park Rangers, que Barton começou a construir a sua ida para o Marselha, mas não pelas melhores razões. O inglês envolveu-se em escaramuças e pontapeou Agüero violentamente, o que levou a um castigo de 12 jogos e à perda do estatuto de capitão do QPR. Ao contrário dos anteriores, Barton deu-se bem com os ares do continente. Jogou 25 vezes e ajudou o clube a conseguir um segundo lugar na liga e o acesso à Liga dos Campeões. De qualquer forma, regressou ao QPR, que atuava no segundo escalão inglês.

Talvez o mais mediático destes casos seja o de Daniel Sturridge, até por ser o mais recente. Vale a pena dizer que Sturridge é vencedor em título da Liga dos Campeões, a segunda da sua carreira. Os últimos anos não têm corrido muito bem mas o inglês tinha ainda algum potencial quando o Liverpool o dispensou, no verão. Apesar das lesões, não se esperava que o avançado fosse parar ao Tranzonspor, da Turquia. Acabou por marcar sete golos em 15 jogos. No entanto, um castigo de quatro meses devido a um caso de apostas ilegais em março deste ano deixou sem clube até agora.

Discretamente, entre alguns nomes famosos da Premier League, encontramos uma camisola familiar. Um ruivo de águia ao peito, não terão sido muitos ao longo da história do Benfica. Em plena era da armada britânica, em grande parte veterana, Graeme Souness foi buscar Mark Pembridge a um Sheffield Wednesday em crise.

O “Daily Mail” refere que o galês era um “jogador decente”, que começou no Luton e passou pelo Derby County antes de chegar a Sheffield. Em 1998, a época não lhe corria bem e surgiu-lhe a mão amiga de Graeme Souness, que precisava de mais um britânico para um Benfica partido ao meio num conflito que nem os séculos de amizade entre Portugal e o Reino Unido viria a salvar.

O jornal inglês lembra: “Souness tinha rejeitado Deco. Pembridge jogou 19 vezes antes de regressar a Inglaterra para jogar pelo Everton e pelo Fulham, enquanto Deco ganhou duas vezes a Liga dos Campeões”.