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O grande Lewandowski não era particularmente alto, não come carne em dia de jogo e nem pensa muito na Bola de Ouro

Em entrevista à revista France Football, o goleador do Bayern de Munique revelou alguns dos seus segredos para se manter no topo, garantindo que ganhar uma Bola de Ouro seria “possível”, apesar de reconhecer que não é um dos candidatos óbvios. O Bayern pode sagrar-se campeão da Alemanha esta terça-feira e o polaco já leva 45 golos marcados pelos bávaros esta época

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FRANCK FIFE

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Pequeno

“Eu era bastante tímido e pequeno. Durante muito tempo pesei apenas 20 quilos. Mas isso não era realmente importante, porque eu fazia o que queria: simplesmente jogar futebol. Eu era muito magro e não muito alto, sempre fui o pequenote e o magricelas e, ainda por cima, com oito anos, estava numa equipa com os meus colegas de 10. E, nessa idade, dois anos fazem muita diferença. Fisicamente, desenvolvi-me tarde, mas não importa, porque aprendi muito nessa altura da minha vida”.

Automatismos

“Marcar golos não é fácil, sobretudo se estiveres cansado. Diria que em 90% dos golos é a cabeça que manda e o teu nível de concentração influencia isso. Se estás cansado, o teu raciocínio será automaticamente mais lento. Na pequena área, tens 0,1 ou 0,2 segundos, talvez, para pensar, tomar a melhor decisão e agir com a bola. E isso é o que vem do treino, porque não há outra forma de ganhar automatismos e remates automatizados. Quer sejam de pé direito, pé esquerdo, pouco importa. Tens de estar pronto, não é preciso pensar, é preciso fazer.”

A rotina

“Nos dias de jogo não como carne, é muito pesada para o meu corpo. Como coisas ligeiras, é tudo que preciso. Obviamente que a refeição depende de muitos fatores: quando é o jogo, a que hora... Se comeres arroz ou massas, terás enormes benefícios em termos energéticos a curto prazo; mas, a longo prazo, não ganhas nada. O mais importante, em casa ou depois do jogo, é repôr essas energias.”

A Bola de Ouro

“Estive na cerimónia em dezembro último. Vamos esperar. O que eu tento é dar o melhor de mim todos os dias, ganhar títulos e marcar cada vez mais golos. Mas isso [a Bola de Ouro] chega com troféus coletivos. Isso é o mais importante. Não penso muito na Bola de Ouro, mas, na minha vida, tudo é possível”.