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“Sou jogador, treinador e presidente, mas recebo apenas por jogar. Se estivesse aqui desde o início, o Milan seria campeão. Sorte da Juve”

Zlatan Ibrahimovic abordou o final da carreira, em tempos de pandemia, e deixou o recado do costume após o AC Milan 4-2 Juventus

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MARCO BERTORELLO

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Não foi a primeira vez que Zlatan Ibrahimovic abordou o final da sua carreira. Mas aos 38 anos e em plena pandemia, fica-se com a sensação de que o fim está realmente próximo. "Vamos ver, tenho um mês para me divertir e há coisas que não podemos controlar. Tenho pena pelos fãs, pode ser que não me voltem a ver jogar ao vivo. Se esta noite houvesse uma casa cheia, seria bom, ter-se-iam divertido", confessou Zlatan no final do AC Milan 4-2 Juventus, em que marcou de penálti.

O sueco, a seguir, confessou não ser o mesmo de antes. "Depois da minha lesão, fui para a América, queria sentir-me vivo. Agora só quero jogar. Não tenho o físico de antes, mas estou bem e faço o que posso. Com inteligência, posso compensar essas coisas. Só irei jogar enquanto fizer a diferença, não quero ser uma mascote, só quero ajudar o clube."

E, no final, a ambiguidade e a bravata de sempre. " Sou velho, não é segredo para ninguém, mas a idade é apenas um número. Aqui, no AC Milan, eu sou jogador, treinador e presidente, mas só me pagam como jogador. A Juventus tem sorte, porque se eu estivesse aqui desde o início da época, teríamos sido campeões."

A Juventus lidera o campeonato com 75 pontos, mais sete do que Lazio; o AC Milan está no quinto lugar, a 26 pontos da equipa de Turim.