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Manchester City vai poder participar nas competições europeias se pagar €10 milhões à UEFA

A decisão foi considerada uma grande vitória para o clube inglês, uma vez que conseguiu reverter o castigo original. Os Citizens estariam proibidos de participar nas provas da UEFA durante dois anos. O Tribunal de Arbitragem do Desporto considera que não havia fundamento para tal e limitou-se a aplicar uma multa

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Michael Regan

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O Tribunal de Arbitragem do Desporto (TAS) anunciou hoje a sua decisão em relação ao castigo a aplicar ao Manchester City por “quebra grave” das regras de fair play financeiro. Após um primeiro veredito que impedia os Citizens de atuarem nas provas europeias durante dois anos, o clube inglês recorreu e vê agora retirado esse impedimento. Em vez disso, o clube de Bernardo Silva terá de pagar 10 milhões de euros à UEFA.

O TAS concluiu que a decisão tomada a 14 de fevereiro de 2020 deveria ser posta de parte e substituída pela multa acima referida, que terá de ser paga nos próximos 30 dias. O CAS sublinhou que a maioria das acusações não era rigorosa ou tinha expirado. Segundo o tribunal, “não era apropriado impor uma exclusão das competições de clubes da UEFA simplesmente porque o MCFC não cooperou com as investigações”.

O Manchester City reagiu de imediato à decisão do TAS, recebendo com agrado o anúncio. “O clube saúda as implicações da decisão de hoje como uma validação da posição do clube e o conjunto de provas que conseguiu apresentar.”

Também a UEFA reagiu, aceitando o veredito do TAS, e lembrando que “ao longo dos últimos anos, o Fair Pair Financeiro tem desempenhado um papel significativo na proteção dos clubes e em ajudá-los a tornarem-se financeiramente sustentáveis”. O organismo máximo do futebol europeu avisa que vai “continuar fiel aos seus princípios”.

Lembre-se que a acusação ao Manchester City nasceu de uma investigação do jornal alemão “Der Spiegel”, seguindo uma fonte então conhecida como “John”, e que entretanto se soube tratar-se do pirata informático português Rui Pinto.