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Guardiola acha que merece um pedido de desculpas

José Mourinho e Jürgen Klopp mostraram-se revoltados com a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto de reverter a suspensão dos Citizens por dois anos nas provas europeias. Mourinho diz que não discorda do conceito de Fair Play Financeiro mas não gosta do “circo”

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Pep Guardiola, na época de estreia (2009/10) na primeira divisão, com o Barcelona

Jasper Juinen/Getty

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Na passada segunda-feira, o Manchester City teve uma vitória importante no Tribunal Arbitral do Desporto, que decidiu contra a proibição dos Citizens participarem nas provas europeias nos próximos dois anos, substituindo a pena por uma multa de 10 milhões de euros. Nem Jurgen Klopp, do Liverpool, como José Mourinho, do Tottenham, demoraram a reagir à notícia.

Ambos os técnicos têm questionado a clareza das regras da UEFA. “Gosto de consistência, clareza. Não gosto de dúvidas,” disse Mourinho. “Essa é a única coisa que me perturba. A minha opinião sobre o Fair Play Financeiro não muda. (…) Quando digo que devia acabar, não é porque não concordo com o princípio básico. É porque não concordo com o circo.”

O Manchester City, segundo classificado na Premier League, vai poder continuar a jogar nas competições europeias na próxima época, já se tendo qualificado para a Liga dos Campeões. O clube do Norte de Inglaterra foi ilibado de “disfarçar fundos de contribuições de patrocinadores” e baixou o montante a pagar pelo City de 30 para 10 milhões de euros. O TAS referiu, no entanto, que o clube “não colaborou com as autoridades da UEFA”.

Pep Guardiola considera que o seu clube merece um pedido de desculpa. “As pessoas disseram que estávamos a fazer batota e a mentir. Fomos exonerados de algo de que fomos acusados o tempo todo,” disse o treinador do Manchester City na terça-feira.

Treinadores como Mourinho ou Klopp preferiram não dirigir os seus comentários ao clube rival mas sim à aplicação das regras do Fair Play Financeiro pela UEFA. “Eu não quero que eles percam dinheiro, só que se há regram, acho que temos todos de as respeitar e não apenas alguns,” disse Klopp.