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A liga alemã já tem um plano (aprovado) para voltar a ter público na bancada: sem adeptos visitantes, sem álcool e sem lugares em pé

As equipas profissionais do futebol alemão aprovaram hoje o modelo proposto pela Liga para o regresso dos adeptos aos estádios no início do campeonato 2021/21, em 18 de setembro, num plano pendente de aprovação governamental. "Quando e quantos espetadores serão autorizados a regressar aos estádios não é uma decisão da Liga alemã (DFL). Não esperamos nada, e não exigimos nada, mas vamos preparar-nos", disse o presidente do organismo, Christian Seifert

Lusa

Matthias Hangst/Bundesliga

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As equipas profissionais do futebol alemão aprovaram hoje o modelo proposto pela Liga para o regresso dos adeptos aos estádios no início do campeonato 2021/21, em 18 de setembro, num plano pendente de aprovação governamental.

"Quando e quantos espetadores serão autorizados a regressar aos estádios não é uma decisão da Liga alemã (DFL). Não esperamos nada, e não exigimos nada, mas vamos preparar-nos", disse o presidente do organismo, Christian Seifert.

As 36 equipas das duas divisões estão unidas na pretensão de voltar a ter adeptos -- não só pela parte desportiva, mas igualmente financeira -- e a evolução da pandemia da covid-19 ditará o êxito da sua vontade, sempre pendente de decisão política.

"Atualmente, o coronavírus continua a ter um papel importante. A prioridade atual na Alemanha não é encher estádios, mas a situação da saúde pública", admitiu o dirigente, quando o país identificou 879 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

O plano da DFL contempla, entre outros, suspender a presença dos adeptos das equipas visitantes, acabar com os lugares em pé e a proibição de bebidas alcoólicas.

De igual modo, as entradas seriam personalizadas, para que, em caso de infeção, se possam detetar possíveis cadeias de transmissão.

Recentemente, o primeiro ministro da região da Baviera, Markus Soder, manifestou-se cético, devido ao aumento de contágios nos últimos dias, declarando, a propósito, que assim "fica difícil pensar em jogos com 25.000 espetadores".

A organização que agrupa diversas claques de 'ultras', a Unsere Kurve, também se revelou prudente com a possibilidade de o público regressar aos estádios.

"Apesar do desejo de o fazermos, devemos lembrar que vivemos no meio de uma pandemia e o bom senso deve dar prioridade à proteção da saúde. Se os contágios aumentarem, e a consequência é que não podemos ir aos estádios, é algo que temos de aceitar", resignou-se Jost Peter, da direção da Unsere Curve.

Segundo uma sondagem avançada hoje pela ZDF, 77% dos alemães receiam uma segunda vaga, que, de acordo com o sindicato dos médicos Marburger Bund, o país já está a atravessar.

A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 694.507 pessoas e infetou mais de 18.324.580 em 196 países e territórios desde que o vírus foi detetado na China, em dezembro de 2019, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais. Pelo menos 10.707.500 já foram considerados curados.