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Filipe Luís e a saída de Jesus do Flamengo: "Pô, eu amo esse velhinho. É como terminar com a primeira namorada de adolescência"

Numa entrevista à Globo Esporte, o lateral, que regressou ao Brasil depois de passagens pelo Atlético Madrid e Chelsea, garantiu que nunca aprendeu tanto de futebol como com Jorge Jesus: "Eu cheguei ao Flamengo com 34 anos a pensar que ia ensinar a miudagem e fui o aluno número um. Nunca aprendi tanto de futebol na minha vida como aprendi com esse velhinho aí"

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Silvia Izquierdo

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Convidado no programa da Globo Esporte "Tino Marcos Uchoa", Filipe Luís falou da atualidade do Flamengo e também da saída de Jorge Jesus que, diz, "deixou uma marca grande no plantel" do clube do Rio de Janeiro, pelo qual venceu o Brasileirão e a Libertadores. E as saudades parecem ser mais que muitas.

"Pô, eu amo esse velhinho. É um cara muito especial, que deixou marca", começou por dizer lateral quando questionado pela saída do técnico, que deixou o Flamengo para voltar ao Benfica.

"Obviamente que a saída dele foi muito impactante. É como todos os divórcios. É uma sensação parecida a terminar com a primeira namorada de adolescência, né? Você briga, briga, briga, mas depois só se lembra das coisas boas, não se lembra das coisas ruins", explicou ainda o defesa, que falou das aulas de futebol que recebeu aos 34 anos, ainda que entre os dois existissem, por vezes, desaguisados.

"Ele tinha uma metodologia, uma maneira de trabalhar em todos se sentiam importantes. O que mais me convenceu nele é que cada dia que ele mostrava um vídeo ou fazia um treino, aquilo era uma aula de futebol. Eu cheguei ao Flamengo com 34 anos a pensar que ia ensinar a miudagem e fui o aluno número um. Nunca aprendi tanto de futebol na minha vida como aprendi com esse velhinho aí", continuou o antigo jogador do Atlético Madrid e Chelsea.

"Jesus parava no vídeo e ficava 15 minutos a falar de um detalhe e falava coisas que te deixavam reflectindo. Eu ia para casa e mandava mensagens a outros a dizer: 'Você viu o que ele falou?'. Eu não concordo com muitas coisas que ele faz, muitas. Tive 20 discussões com ele. Ou 30. Mas nas 20 ou 30 se calhar mais de metade ele tinha razão. Havia coisas que eu não concordava, mas depois dava certo", sublinhou também o internacional brasileiro, que frisou também que dentro do campo Jesus era "explosivo, paixão pura", mas que fora dele era "o coração mais mole do Mundo".

“O Cavani está quase a chegar, faltam detalhes”, disse Jesus ao vizinho, antes de mandar os três Tavares para a B (Lá Em Casa Mando Eu)

Lá em Casa Mando Eu imaginou a primeira semana de treinos de Jorge Jesus no Seixal. Há apresentações, despromoções, despedimentos e alguns problemas de tradução. Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção