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Maguire e a confusão que o levou à prisão na Grécia: "Bateram-me nas pernas e disseram que a minha carreira estava acabada. Temi pela vida"

Numa entrevista à BBC, o capitão o Manchester United criticou a atuação da polícia grega, que acusa de agressões. Diz ainda que não pede desculpa porque nada fez de mal e que se resistiu à detenção foi porque pensou que estava a ser raptado e não detido

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UEFA - Handout/Getty

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Harry Maguire defendeu-se dos acontecimentos que o levaram à prisão na última semana em Mykonos, na Grécia, acusado de agredir agentes da polícia após um desentendimento numa discoteca da ilha grega. Numa entrevista à BBC, o capitão do United diz que apenas reagiu à detenção por pensar que estava a ser raptado e criticou a atuação dos polícias, que, diz, o pontapearam nas pernas antes de o levarem para a prisão. Maguire diz que chegou "a temer pela vida" e negou ainda ter tentado subornar os agentes.

"Eu não sinto que tenha de pedir desculpas a ninguém", disse o central de 27 anos, entre lágrimas. "Só pedes desculpas quando fizeste algo de mal. Não desejo o que passei a ninguém. Obviamente que deixei um dos maiores clubes do Mundo numa situação complicada e por isso arrependo-me por colocar os adeptos e o clube neste lugar, mas eu não fiz nada de mal".

De acordo com o jogador, ele e o seu grupo de familiares e amigos estavam à espera do transporte que os levaria da discoteca para o alojamento quando dois homens se aproximaram da sua irmã Daisy. Os homens terão injetado a jovem com uma substância que a deixou inconsciente. "Toda a gente começou a gritar", diz o jogador, que explica que, de seguida, três gregos vestidos à paisana se aproximaram e tentaram acalmar a situação, "mas de uma forma agressiva". Estes homens acusariam depois Maguire e os amigos de agressões, algo que o jogador refuta.

Já no mini-autocarro que os levaria a casa, o grupo foi perseguido. "Olhámos e estavam oito homens à volta do autocarro, com roupas civis. Pusemo-nos de joelhos e de mãos no ar. E eles começaram a agredir-nos. Bateram-me nas pernas e disseram que a minha carreira estava acabada. - 'Não há mais futebol para ti, nunca mais jogas'. Pensei que não havia nenhuma hipótese de eles serem polícias, mas não fazia ideia quem eram. Então tentei fugir. Tinha uma mão nas algemas e é por isso que eles dizem que eu resisti à detenção".

"Não percebi que eram polícias, pensava que estava a ser raptado. Não acho que os tenha aleijado. Vamos pôr desta maneira: não os magoei tanto quanto eles me magoaram", frisa ainda o colega de Bruno Fernandes, que sublinhou ainda que "definitivamente não houve tentativas de suborno" quando o grupo foi levado para a esquadra de polícia.

"Fiquei em pânico. Com medo. Temi pela minha vida", disse o jogador, que entretanto caiu da convocatória da Inglaterra para a Liga das Nações devido ao caso.