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Os donos do espetáculo são oligarcas e países

Chelsea e City abriram a porta do futebol inglês ao investimento estrangeiro. Também lá, futebol mistura-se com política

Tiago Soares

Andrew Powell/Getty

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“Neste momento vivemos num mundo com muita incerteza. Para alguns clubes parece ser menos importante quão incerto o futuro é. [São] detidos por países [e] oligarcas. Nós somos um clube diferente.” As palavras são de Jurgen Klopp, treinador do Liverpool, em entrevista à BBC Sport no passado dia 10. O alemão referia-se ao seu adversário de domingo: esta época, o Chelsea gastou cerca de 223 milhões de euros em reforços, cumprindo o método milionário de Roman Abramovich, oligarca russo que comprou o clube em 2003.

Frank Lampard, treinador dos blues, acusou o toque: “Quando falamos dos donos dos clubes, acho que não interessa que negócios é que têm.” E contra-atacou: “Podem ver os jogadores do Liverpool (...) [são] jogadores incríveis que vieram a preços muito altos.”

Nos últimos anos, o espetáculo inglês tem atraído muito dinheiro: milionários de várias nacionalidades têm adquirido participações em clubes, investindo à procura de sucesso desportivo e de lucro. Aí Lampard tem razão: o Chelsea pode ter sido pioneiro nestes projetos do futebol moderno, mas não é caso único, e o jogo britânico não sofreu: continua sagrado, imprevisível, democrático. No entanto, como tantas vezes acontece, o inglês atabalhoado de Klopp continha uma mensagem mais profunda: o dinheiro não é todo igual.

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