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Fenómeno que supera "Fenómeno" tem 64 golos de perdão: xeque ao Rei

Depois dos três golos ao Peru, na segunda jornada do apuramento para o Campeonato do Mundo de 2022, Neymar ultrapassou Ronaldo "Fenómeno" como o segundo melhor marcador da história da canarinha. Craque do PSG está a 13 golos de Pelé

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O Peru de Ricardo Gareca até começou melhor, com um golaço de André Carrillo, o extremo que passou pelos grandes de Lisboa. Depois, para além do aparente inevitável protagonismo do VAR, entrou em ação Neymar. O avançado do PSG, um futebolista total com cada vez mais influência nos jogos das suas equipas, marcou três golos na vitória por 4-2, num jogo a contar para a segunda jornada do apuramento sul-americano para o Campeonato de Mundo de 2022.

A notícia não é o talento de Neymar, obviamente. Os dribles, a magia, já são lengalengas antigas, gastas, são já vulgaridades sublimes do dia a dia. Neymar, com a camisola 10, fez mais três golos -- dois deles de penálti, com a pulsação de quem lê um livro no jardim -- e superou Ronaldo "Fenómeno" Nazário como o segundo melhor marcador da história brasileira. R9, que esteve em três finais de Campeonatos do Mundo, ficou com 62 gols, numa narrativa atribulada com lesões e jogadas impossíveis, enquanto Neymar elevou agora a fasquia para 64.

Mark Leech/Offside

A cenourinha, o objetivo, mora na lembrança de um tal de Edson Arantes do Nascimento. Ou Pelé. O génio mais genial do futebol brasileiro, que venceu os Mundiais de 58, 62 e 70, festejou 77 golos com a canarinha. Neymar, de 28 anos, está apenas a 13 golos do Rei. Em comum, para além de um legado eterno, têm passagens especiais pelo Santos. Alargando o panorama para todo o futebol sul-americano, apenas Lionel Messi, para além de Pelé, tem mais golos do que Neymar por seleções (71), segundo o Globo Esporte.

O Brasil imitou a Argentina, que venceu a Bolívia, e já conta com duas vitórias em dois jogos, depois de conquistar mais três pontos diante do Peru. Richarlison marcou o outro golos dos brasileiros, enquanto Renato Tapia festejou para os peruanos. Carlos Zambrano foi expulso aos 89' por agressão a Richarlison, o avançado do Everton.

Valdo: "Se aparecer um extraterrestre que não conheça o Neymar, vê-o jogar e diz: 'Esse cara é brasileiro, né?'"

Paris é " <em>magique</em>". Quem o diz à <strong>Tribuna Expresso</strong> é Valdo, que esteve quatro anos a jogar no Parque dos Príncipes, envergando a camisola 10 que Ronaldinho e Neymar herdaram. Colegas como Ginola, que "tinha tudo" e que era bonito o suficiente para merecer um palavrão, Weah e Raí encantavam-no. Trocou cartas com Ruud Gullit e camisolas com Baggio e Boban e perdeu três meias-finais em Paris nos anos 90. Mas desta vez (PSG-Leipzig, esta noite às 20h), diz, vai dar certo