Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

Mais um treinador português a vencer pelo mundo: José Morais bicampeão sul-coreano

José Morais sagrou-se campeão sul-coreano de futebol pela segunda vez consecutiva pelo Jeonbuk

Lusa

Richard Sellers

Partilhar

O português José Morais sagrou-se este domingo campeão sul-coreano de futebol, pela segunda vez consecutiva, pelo Jeonbuk, que alcançou o tetracampeonato ao vencer em casa o Daegu, por 2-0, em jogo da última jornada do campeonato.

O 'bis' de Cho Kyu-Sung, que marcou aos 27 e 40 minutos, garantiu o triunfo sobre o Daegu e, consequentemente, a revalidação do título ao técnico português.

O Jeonbuk tornou-se na equipa com mais triunfos na competição, ao somar o oitavo título de campeão nacional - mais um do que o Seongnam e mais dois do que o Seoul - e o sexto nos últimos sete anos.

A formação comandada por José Morais necessitava apenas de um empate para renovar o título, depois de ter vencido na jornada passada o segundo classificado, o Ulsan Hyundai, por 1-0, e conquistado três pontos de vantagem.

Este foi o terceiro troféu nacional de José Morais, de 55 anos, que, além do campeonato sul-coreano de 2019, já tinha vencido a Liga tunisina em 2008/09, ao serviço do Espérance de Tunis.

José Morais, que coadjuvou José Mourinho no Inter Milão, no Real Madrid e no Chelsea, chegou ao emblema sul-coreano em novembro de 2018, depois de ter deixado os ucranianos do Karpaty Lviv.

Antes, comandou Benfica B, Estoril Praia, Académico de Viseu e Santa Clara, contando passagens por clubes de outros nove países (Alemanha, Suécia, Jordânia, Arábia Saudita, Tunísia, Turquia, Grécia, Inglaterra e Ucrânia) e pela seleção do Iémen.

“O clube de sonho que gostava de treinar é o Benfica, mas espero voltar a trabalhar com José Mourinho”

Na segunda parte da entrevista, José Morais, que esta semana assumiu a liderança de um clube sul-coreano, revela alguns pormenores dos anos em que esteve como adjunto de José Mourinho, conta como foram as passagens como treinador principal por clubes da Arábia Saudita, Turquia, Grécia, Inglaterra e Alemanha e como o AVC, sofrido há dois anos, lhe mudou a vida, tornando-o numa pessoa mais calma e tolerante com os outros
  • “Na Arábia Saudita, um presidente trouxe um guarda-redes sem avisar. Fui lá acima, atirei o computador dele ao chão e gritei: Eu sou o quê?”

    A casa às costas

    José Morais, 53 anos, ficou conhecido como o adjunto de José Mourinho, mas é como treinador principal que se quer afirmar cada vez mais. Depois de ser forçado a deixar pai e mãe em Angola, cresceu na zona de Vieira de Leiria, onde se tornou jogador, Serviu como voluntário na Força Aérea, para fugir de casa da familia de acolhimento, mas foi no curso de educação fisica que encontrou rumo para a vida. Esteve 10 anos na formação do Benfica, como treinador, até decidir aventurar-se pelo futebol profissional, no Estoril Praia. Casou, teve dois filhos, divorciou-se, apaixonou-se por uma sueca, voltou a ser pai, de uma menina, e andou pela Alemanha, Viseu, Açores, Suécia, Arabia Saudita, Turquia e Iémen, até receber o convite de Mourinho. Esta é apenas a primeira parte do percurso, em entrevista.

  • “O clube de sonho que gostava de treinar é o Benfica, mas espero voltar a trabalhar com José Mourinho”

    A casa às costas

    Na segunda parte da entrevista, José Morais, que esta semana assumiu a liderança de um clube sul-coreano, revela alguns pormenores dos anos em que esteve como adjunto de José Mourinho, conta como foram as passagens como treinador principal por clubes da Arábia Saudita, Turquia, Grécia, Inglaterra e Alemanha e como o AVC, sofrido há dois anos, lhe mudou a vida, tornando-o numa pessoa mais calma e tolerante com os outros