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Ronaldo, Messi e mais ou menos a companhia que se esperava para a FIFA eleger o seu melhor do mundo

O português e o argentino, pois claro, estão entre os 11 jogadores que compõem a lista do prémio com que a FIFA distingue, anualmente, o melhor jogador do mundo. Entre os outros há Lewandowski, Thiago Alcântara, Neymar ou De Bruyne. O vencedor será conhecido a 17 de dezembro, resultado dos votos de jornalistas, selecionadores nacionais, os respetivos capitães e também de adeptos

Diogo Pombo

Lionel Messi ganhou o prémio The Best, pela primeira vez, em 2019

Simon Hofmann - FIFA

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Que haja um português e um argentino é trivial, há anos que assim o é em tudo o que são prémios para se eleger quem será o melhor. A novidade está sempre em quem os acompanha e neste caso listam-se um belga, um polaco, um senegalês, um francês, um brasileiro, um espanhol, um egípcio e um holandês.

São 11, um simbolismo de saco roto, são como cada parte de uma equipa para a qual esta e outras distinções não querem saber patavina por extraírem um individuo do coletivo que é o futebol.

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, com os seus 35 e 33 anos, estão pela quinta vez entre os nomeados do The Best que é tão individualista como a FIFA que o criou, em 2016, para ter o seu próprio prémio longe da "France Football" com a qual se unira durante os seis anos anteriores na Bola d'Ouro, distinção que realmente importa pela antiguidade e pelo prestígio reunidos desde 1956.

O melhor jogador do mundo é quem leva a versão dourada do que chuta como forma de vida.

O The Best é um galardão prateado, mais troféu do que bola apesar de ter uma colada no seu topo, que se costuma antecipar à cerimónia da revista francesa para premiar os seus primeiro.

Não houve um ano sem que Ronaldo ou Messi tenha aparecido no pódio final, isso é costumeiro neles que sempre tiveram números de outros planetas e foram capazes de não os deixar mirrar por aí além agora que a idade, aos poucos, já lhes esmorece o rendimento não numérico em campo.

É natural que o português e o argentino estejam e continuem entre os nomeados destes prémios, mesmo que o pôr-do-sol das suas carreiras já vá juntando multidões numa praia virada a oeste. O individualismo do que representam não é só futebol, é atenção e publicidade para o futebol. Nenhum deles ganhou ou chegou longe nas competições que importavam entre 20 de julho de 2019 e outubro de 2020, mas estão ambos ao lado de quem deixou marca nessas provas.

Os outros nomeados são Robert Lewandowski e Thiago Alcântara, ambos pelo Bayern de Munique que conquistou sem piedade a última Liga dos Campeões e humilhou Barcelona de Messi com aquele cataclismo do 8-2. Sadio Mané, Mohamed Salah e Virgil Van Dijk venceram a Premier League com o Liverpool volvidos 30 anos (mais o Mundial de Clubes) e foram os principais dínamos dessa equipa.

Neymar e Kyliam Mbappé carregaram o Paris Saint-Germain até à final da Liga dos Campeões e estão sempre ali a espreitar nas frechas da divisão onde Ronaldo e Messi ainda estão à parte de toda a gente. Sergio Ramos carregou o Real Madrid rumo ao título espanhol com a sua aura de ser o defesa central dos golos decisivos marcados na baliza dos outros. E Kevin de Bruyne foi considerado o jogador do ano na Premier League e acabou por ser um dos melhores da última Champions, mesmo que o seu Manchester City tenha também sido a maior desilusão na fase final.

Mas salvou-se o indivíduo belga do coletivo inglês batido no campeonato interno e nos oitavos-de-final da prova externa que os muitos milhões de euros dos seus donos mais querem ganhar. A 17 de dezembro será conhecido mais um distinguido pelo individualismo no futebol, que é uma coisa de equipa.

Em 2016 e 2017, nos primeiros The Best, o vencedor foi Cristiano Ronaldo, em 2018 venceu Luka Modric e o ano passado distinguiu-se Lionel Messi.