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“O que o Raul precisa agora é de espaço, descanso e paz”: as últimas sobre o estado de saúde de Jiménez

No domingo, o ponta de lança mexicano protagonizou um choque de cabeças com o brasileiro David Luiz, jogador do Arsenal e que também já passou pelo Benfica, que inspirou muitos cuidados e obrigou à intervenção das equipas médicas de ambas as equipas e à interrupção do jogo durante 10 minutos. Jiménez foi depois transportado de ambulância para o hospital, onde foi operado a uma fratura no crânio.

Lusa

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O futebolista mexicano Raul Jiménez deverá deixar na próxima semana o hospital londrino onde foi operado a uma fratura no crânio, após um choque com o brasileiro David Luiz, anunciou hoje o médico do Wolverhampton.

“Depois da cirurgia a que foi submetido na sequência da lesão sofrida no domingo, o jogador está a recuperar bem. Estamos muito satisfeitos com as informações que temos recebido do hospital. Deve poder sair no princípio da própria semana”, afirmou Matt Perry.

O médico do Wolverhampton referiu que “qualquer lesão na cabeça é muito complexa e tem tempos de recuperação incertos”, acrescentando: “O que o Raul precisa agora é de espaço, descanso e paz”.

Perry garantiu que Jimenéz, que já representou o Benfica, e a família estão “muito gratos por todas as mensagens de apoio que têm recebido, e que têm sido importantes para a recuperação”.

No domingo, o ponta de lança mexicano protagonizou um choque de cabeças com o brasileiro David Luiz, jogador do Arsenal e que também já passou pelo Benfica, que inspirou muitos cuidados e obrigou à intervenção das equipas médicas de ambas as equipas e à interrupção do jogo durante 10 minutos.

Jiménez foi depois transportado de ambulância para o hospital, onde foi operado a uma fratura no crânio.

No jogo com o Arsenal, que os ‘Wolves’, orientados por Nuno Espírito Santo, venceram por 2-1, o avançado mexicano foi substituído pelo jovem português Fábio Silva, contratado ao FC Porto.

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    Em dois dias, houve dois choques feios de cabeças na Premier League e na Liga NOS. Só Raúl Jiménez, o jogador que ficou inanimado e com uma fratura no crânio, abandonou o jogo. Os outros (Nicolás Otamendi, David Luiz e Rodrigo Pinho) foram remendados e regressaram ao campo nem 10 minutos depois, que é o tempo obrigatório no râguebi para um jogador permanecer fora, a ser examinado por médicos, enquanto um substituto provisório ocupa o seu lugar. Falta assim tanto para que as regras do futebol permitam algo parecido? O IFAB só começou a discuti-lo em outubro de 2019, em janeiro deste ano criou um grupo de trabalho dedicado à concussão cerebral e disse que "testes preliminares" das substituições temporárias poderão começar em 2021