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Futebol internacional

Finalmente, o futebol experimentará o uso de uma substituição extra no caso de suspeita de concussão

O IFAB, entidade que discute e define as regras do futebol, revelou esta quarta-feira que a partir de janeiro do próximo ano poderão começar a ser feitos testes à introdução de mais uma substituição, caso exista suspeita de um jogador ter sofrido uma concussão cerebral. Basta que as entidades organizadoras interessadas em fazê-lo peçam autorização à FIFA

Diogo Pombo

James Williamson - AMA

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Findas muitas reuniões que concordaram em serem precisas mais reuniões, para depois reunirem mais uma vez, o International Football Association Board, mais conhecido pela sigla IFAB e por ser a entidade que discute e regula as regras do futebol, por fim anunciou que algo de prático será feito em relação ao risco de concussão cerebral nos jogadores.

A partir de janeiro de 2021 será autorizado que se teste a introdução de uma substituição adicional para o caso de, a meio de um jogo, um futebolista ter de sair de campo para ser avaliado por médicos após ter sofrido uma pancada na cabeça. Ou seja, além das cinco substituições hoje permitidas - que o continuarão a ser até 31 de dezembro do próximo ano, confirmou também o IFAB -, cada equipa teria direito a uma sexta, para "prevenir que um jogador sofra outra concussão durante um encontro".

Em comunicado, o IFAB explicou que qualquer federação ou associação de futebol pode pedir autorização à FIFA para testar a medida. "Os organizadores das competições têm de assegurar que os protocolos oficiais são utilizados na sua integridade e que o feedback requerido é submetido", lê-se.

Já esta quinta-feira, escreveu a "ESPN", realizar-se-á uma reunião da Football Association (FA) para introduzir a nova substituição na próxima ronda da Taça de Inglaterra, se possível.

A Tribuna Expresso questionou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e aguarda uma resposta sobre se irá requerer autorização à FIFA para testar a nova regras nas suas competições, seja a Taça de Portugal ou o Campeonato de Portugal (III Divisão).

  • O futebol, o choque de cabeças e o risco de concussão cerebral continuam numa relação complicada
    Futebol nacional

    Em dois dias, houve dois choques feios de cabeças na Premier League e na Liga NOS. Só Raúl Jiménez, o jogador que ficou inanimado e com uma fratura no crânio, abandonou o jogo. Os outros (Nicolás Otamendi, David Luiz e Rodrigo Pinho) foram remendados e regressaram ao campo nem 10 minutos depois, que é o tempo obrigatório no râguebi para um jogador permanecer fora, a ser examinado por médicos, enquanto um substituto provisório ocupa o seu lugar. Falta assim tanto para que as regras do futebol permitam algo parecido? O IFAB só começou a discuti-lo em outubro de 2019, em janeiro deste ano criou um grupo de trabalho dedicado à concussão cerebral e disse que "testes preliminares" das substituições temporárias poderão começar em 2021