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Futebol internacional

A gala dos prémios The Best, ao minuto: Robert Lewandowski é o melhor jogador do mundo para a FIFA

A quinta edição dos prémios The Best, organizados pela FIFA, para uma vez mais distinguir individualidades no futebol que se joga em coletivo, decorreu inteiramente online e distinguiu, pela primeira vez, o polaco Robert Lewandowski como o melhor jogador do mundo. A inglesa Lucy Bronze foi a melhor jogadora. O nome de Cristiano Ronaldo surgiu apenas entre os 11 escolhidos para a equipa do ano. Recorde aqui o acompanhamento que fizemos da gala

Diogo Pombo

Pool

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19h59: Acabou-se a cerimónia e assim nos despedimos, deixando em baixo os vencedores e as vencedoras da noite. Obrigado por ter estado aí desse lado e pronto, no que toca a galas da FIFA para distinguir pessoas no futebol individualmente com critérios e opções que põem muito boa gente a discutir, até para o ano.

Melhor Jogador: Robert Lewandowski (Bayern Munique/Polónia)
Melhor Jogadora: Lucy Bronze (Lyon/Manchester City/Inglaterra)
Melhor Treinador: Jürgen Klopp (Liverpool)
Melhor Treinadora: Sarina Wiegman (Holanda)
Melhor Guarda-Redes Masculino: Manuel Neuer (Bayern Munique/Alemanha)
Melhor Guarda-Redes Feminina: Sarah Bouhaddi (Lyon/França)
Prémio Puskas (Golo do Ano): Heung-min Son (Tottenham/Coreia do Sul)

19h52: No fim, acabou por prevalecer a sensação de justiça que no futebol, quase sempre, conta para nada. Robert Lewandowski vai com 45 golos marcados em 2020, jogou e faturou como um avançado de equipa gigante deve fazê-lo e muito contribuiu para o Bayern Munique conquistar tudo o que lhe apareceu à frente na temporada passada.

O polaco nunca sequer tinha sido finalista em qualquer um destes prémios, seja o da FIFA ou da "France Football". Pelo que está a ser neste ano civil e já o é há muito no futebol europeu, Lewandowski mereceu ser incluído neste lote e não merecia que Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi vencessem no seu lugar, simplesmente, pelo nome e o estatuto e a carreira que têm. Porque não haveria outros motivos para que tal acontecesse.

19h37: O polaco Robert Lewandowski é eleito o Melhor Jogador do Ano.

E agora ficámos a saber o porquê de, no início da gala, Gianni Infantino aparecer à distância, por videochamada, para fazer o seu discurso. Ei-lo na mesma sala que o avançado do Bayern Munique, na amena cavaqueira com o polaco para lhe entregar o troféu e lhe fazer algumas perguntas, sobretudo em alemão e portanto (peço perdão) impossíveis de serem traduzidas neste momento.

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19h29: E sem mais demoras, a Jogadora do Ano é a inglesa Lucy Bronze.

A lateral direito conquistou a liga francesa e a Liga dos Campeões na época passada, com todo-poderoso Lyon, antes de se mudar para o Manchester City. "Só o facto de ter estado nomeado ao lado das outras jogadores é incrível. Ganhar este prémio agora, este ano, dá-lhe ainda mais importância e nunca me vou esquecer deste momento da minha vida. Estou tão agradecido por estar de volta a casa", disse a inglesa, reagindo ao prémio à distância, no conforto de casa.

19h20: Entretanto, Megan Rapinoe reagiu à sua presença na equipa do ano após uma época em que somou 155 minutos e não pôs os pés num campo depois de março. Mas isto é a FIFA e são os prémios da FIFA, são já anos e anos de não interessar apenas o que se passam dentro de campo e se há futebolista bem ciente dessa realidade transversal a muitas entidades é a americana.

E demonstrou-o na mensagem que publicou nas redes sociais: "Foi uma surpresa eu ter satisfeito os critérios para fazer parte da seleção (...) o facto de ter sido selecionada mostra, uma vez mais, que para fazermos evoluir o futebol feminino precisamos de investimento continuado para dar a oportunidade a que mais jogadoras sejam vistas na televisão, tanto nos seus países como a nível global, enquanto representam os seus clubes e seleções".

19h09: Chegou o momento mais justo, comovedor, emocionante e majestoso da noite: um vídeo de homenagem a Diego Armando Maradona, que morreu há semanas.

Visto o vídeo, seguiu-se uma conversa com Sergio Goycochea - "ainda custa que tenhamos de falar do Diego no passado" -, que defendeu a baliza da Argentina nos Mundiais de 1986 e 1990 com ele, e Ciro Ferrara, que começou a sua carreira no Nápoles e viveu por dentro o apogeu magnífico e sem filtros de Maradona.

Ao italiano perguntaram como era o argentino nos treinos, puxando pela graça melancólica que saiu na sua resposta - "Quando ele aparecia, claro".

Massimo Sambucetti

De seguida, o mesmo Ferrara também deixou umas palavras em memória de Paolo Rossi, falecido na última semana. Foi o melhor marcador do Mundial de 1982 que foi conquistado pela Itália.

Alessandro Sabattini/Getty

19h05: E porque na vida também é importante sorrir para ela e rir com ela, eis o onze masculino do ano, no qual não consta nem um dos três atacantes do Liverpool que, provavelmente, constituem o trio atacante mais eficaz, eficiente e temido do futebol atual. No seu lugar ficou o provável melhor avançado atual e, claro, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Alisson Becker (Brasil); Alexander Arnold (Inglaterra), Virgil Van Dijk (Holanda), Sergio Ramos (Espanha) e Alphonso Davies (Canadá); Joshua Kimmich (Alemanha), Kevin de Bruyne (Bélgica) e Thiago Alcântara (Espanha); Lionel Messi (Argentina), Robert Lewandowski (Polónia) e Cristiano Ronaldo (Portugal).

19h02: Chegou a vez do rasgo de coletividade numa gala de prémios de futebol, que é uma modalidade coletiva e não individual, e a primeira das melhores equipas do ano é a feminina, que foi esta:

Christiane Endler (Chile); Lucy Bronze (Inglaterra), Wendie Renard (França) e Millie Bright (Inglaterra); Tobin Heat (EUA), Veronica Boquete (Espanha), Barbara Bonansea (Itália) e Megan Rapinoe (EUA); Delphine Cascarino (França), Vivianne Miedema (Holanda) e Pernile Harder (Dinamarca).

18h52: O italiano Mattia Agnese conquista o Prémio Fair Play. Tem apenas 17 anos e socorreu um adversário, durante um jogo, que perdeu os sentidos após sofrer uma pancada na cabeça - uma distinção cheia de simbolismo e oportunidade, porque esta quarta-feira o IFAB aprovou o início do período de testes para uma substituição adicional, no caso de um choque desse tipo acontecer, suspeitar-se de uma concussão cerebral e o jogador ter de sair de campo.

Logo de seguida, Marivaldo Francisco da Silva recebeu o Prémio Adepto, aparecendo apenas para se rir e levar as mãos à cara. A distinção foi-lhe atribuída por ter caminhado durante 12 horas para estar presente num jogo do Sport Recife.

18h37: Ora aí está uma surpresa e nestas coisas as surpresas são sempre de salutar. Jürgen Klopp é o vencedor do prémio de Treinador do Ano e as primeiras palavras que disse, entre uma espécie de nervosismo surpreendente, foi admitir que "não estava nada à espera".

O alemão acaba à frente do conterrânea Hans-Dieter Flick, que com o Bayern Munique ganhou literalmente tudo o que havia disponível, e o argentino Marcelo Bielsa, que subiu o Leeds United à Premier League e acabou por ser um espanto estar entre os nomeados.

O treinador vencedor, como é seu apanágio, falou pelos cotovelos ao agradecer o prémio e responder a algumas perguntas colocados por Arsène Wenger, que ainda por ali andava. E, uma vez mais, Klopp transbordou um pouco do seu carisma, à-vontade e deliberação para dar respostas bem para lá do circunstancial.

18h32: Depois de Arsène Wenger aparecer real e fisicamente em palco, muito bem-disposto e sorridente, veio a vez de elevar Sarina Wiegman, selecionadora da Holanda - já anunciada como futura selecionador da Inglaterra -, como Melhor Treinadora.

O que nos dá a oportunidade para puxarmos nesta noite de inverno puxarmos um pouco a brasa para o nosso lado: em 2018, a técnica concedeu uma entrevista à Tribuna Expresso, quando estiveram em Portugal a competir na Algarve Cup.

18h28: O primeiro e talvez o único traço de espetacularidade da cerimónia veio atrelado a Heung-Min Son, eleito o vencedor do Prémio Puskas. O avançado sul-coreano conquistou a distinção por um golo que marcou pelo Tottenham ao Burnley.

18h19: O homem galardoado com o prémio de Melhor Guarda-Redes é o já habitual gigante nestas andanças: Manuel Neuer. O guardião do Bayern Munique conquistou a Liga dos Campeões em Lisboa, no último verão, além da Bundesliga, da Taça e da Super Taça da Alemanha e da Super Taça Europeia.

18h14: E a vencedora do primeiro prémio da noite é Sarah Bouhaddi, do Olympique de Lyon e da seleção francesa (ou não, porque são públicas as suas desavenças com a selecionadora) eleita Melhor Guarda-Redes Feminina.

18h10: Logo a seguir mostrou-se um vídeo de Marcus Rashford a dizer algumas palavras, em direto, antes de lhe ser entregue o Foundation Award pelos feitos e trabalhos a que se tem dedicado em Inglaterra, onde tem sido, talvez, a principal voz a lutar pelo programa de vouchers alimenates do governo para ajudar mais de 1 milhão de crianças desfavorecidas no país.

Terá provavelmente sido o melhor golo da carreira do avançado inglês. E também poderá ser o prémio com maior significado e relevância da noite.

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18h06: E agora apareceu Gianni Infantino, presidente da FIFA, sem de facto aparecer ali porque foi dito que não lhe foi possível estar, então foi transmitido um vídeo em que surge vestido a rigor, com laçarote e tudo, a discursar sobre o impacto da pandemia no futebol, sobre as mortes de Diego Armando Maradona e Paolo Rossi, sobre condolências e sobre agradecimentos.

No final, até se comprometeu a ir entregar o troféu de vencedor a cada um dos premiados assim que lhe for possível.

VALERIANO DI DOMENICO/Getty

18h01: Já começou a gala e os apresentadores de serviço são Ruud Gullit e Reshmin Chowdhury, ali sós e abandonados num palco virtual.

17h54: Para enchermos estes chouriços temporais que ainda faltam até ao início da gala, eis um pedaço de memória partilhado por Kaká, de há 13 anos, que evidencia várias coisas: 1) como as modas são passageiras e talvez ainda bem; 2) como nenhum dos três intervenientes parecia estar disposto a sorrir; 3) como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo continuam aí para as curvas.

A 17 de dezembro de 2007, o brasileiro estava com o argentino e o português nos três nomeados para o prémio de Jogador do Ano, que na altura também ainda era apenas da FIFA, antes de a entidade se juntar (entre 2010 e 2015) à "France Football".

17h45: Muito boa tarde e bem-vindos a mais uma edição de entrega de uma catrefada de prémios individuais para se elevar quem supostamente é o melhor a praticar uma modalidade em que nada se consegue sozinho. Desta feita é a quinta edição do The Best, que pertencem à FIFA, foram a resposta da entidade para a Bola de Ouro da revista "France Football" e assim ficou o mundo entregue a mais uma discussão de grande importância, sobre qual dos grandes prémios será verdadeiramente o prémio dos prémios.

Mas pronto, isso já são devaneios. Sem divagações, são quatro os principais prémios que serão entregues durante esta gala que também padece do tempo que vivemos e será realizada 100% online: Melhor Jogador, Melhor Jogadora, Melhor Treinador e Melhor Treinadora. Em cada uma das paritárias distinções existem três finalistas, que abaixo listamos. Entre eles está, pois claro, o português Cristiano Ronaldo que vai tentar conquistar a distinção pela terceira vez na carreira.

Nomeados para Melhor Jogador:

Cristiano Ronaldo (Juventus/Portugal)
Robert Lewandowski (Bayern Munique/Polónia)
Lionel Messi (Barcelona/Argentina)

Nomeadas para Melhor Jogadora:

Lucy Bronze (Lyon/Manchester City/Inglaterra)
Pernille Harder (Wolfsburgo/Chelsea/Dinamarca)
Wendie Renard (Lyon/França)

Nomeados para Melhor Treinador:

Marcelo Bielsa (Leeds United)
Hans-Dieter Flick (Bayern Munique)
Jürgen Klopp (Liverpool)

Nomeadas para Melhor Treinadora:

Emma Hayes (Chelsea)
Jean-Luc Vasseur (Lyon)
Sarina Wiegman (Holanda)