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Futebol internacional

Abel junta-se a outros cinco treinadores portugueses campeões continentais

Artur Jorge, Manuel José, José Mourinho, André Villas-Boas, Jorge Jesus. E agora Abel Ferreira. Todos eles venceram os mais importantes títulos continentais de clubes

Lusa

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O treinador português Abel Ferreira sucedeu ao compatriota Jorge Jesus como vencedor da Taça Libertadores em futebol e tornou-se o sexto treinador luso a vencer a principal prova de clubes de um continente.

Abel Ferreira junta-se ao atual treinador do Benfica, que levou o Flamengo ao título sul-americano em 2019, após uma final com o River Plate (2-1), e também a Manuel José, que ganhou em África, e a Artur Jorge, José Mourinho e André Villas-Boas, vencedores na Europa.

Deste agora sexteto, o treinador que tem melhor palmarés é, indiscutivelmente, Manuel José, presentemente com 74 anos, pois levou os egípcios do Al-Ahly a quatro vitórias na ‘Champions’ africana.

Manuel José de Jesus Silva, nascido em 09 de abril de 1946, colecionou um total de 20 títulos pelo conjunto da cidade do Cairo, onde é considerado um ‘Deus’, incluindo quatro vitórias na Liga dos Campeões da CAF, em 2001, 2005, 2006 e 2008.

Os sul-africanos do Mamelodi Sundowns (1-1 fora e 3-0 em casa), em 2001, os tunisinos do Étoile du Sahel (0-0 fora e 3-0 em casa), em 2005, e do CS Sfaxien (1-1 em casa e 1-0 fora), em 2006, e os camaroneses do Coton Sport (2-0 em casa e 2-2 fora), em 2008, foram as equipas derrotadas pelo Al-Ahly.

O técnico que em Portugal treinou, entre outros, o Benfica, o Sporting e o Boavista, ao serviço do qual conquistou uma Taça de Portugal (1991/92) e uma Supertaça (1992), ainda disputou uma quinta final, que perdeu, em 2007, num segundo duelo com o Étoile du Sahel (0-0 fora e 1-3 em casa).

Com quatro títulos de campeão africano, Manuel José está num lugar ímpar entre os treinadores portugueses, mas o pioneiro, o primeiro a vencer, foi Artur Jorge Braga de Melo Teixeira, vulgo Artur Jorge, o ‘rei’ Artur, agora com 74 anos.

Depois do húngaro Béla Guttmann ter conduzido o Benfica a duas vitórias na Taça dos Campeões Europeus, em 1960/61 e 1961/62, foi um português, um ex-jogador de Benfica e Académica, a dar o primeiro cetro europeu aos ‘dragões’, na temporada 1986/87.

Em Viena, um golo de calcanhar do mágico argelino Rabah Madjer e um tento do suplente brasileiro Juary, depois de Ludwig Kögl ter dado vantagem ao Bayern Munique, permitiram ao FC Porto bater os alemães por 2-1 e sagrar-se campeão da Europa.

O segundo treinador luso a vencer a principal prova europeia de clubes também o conseguiu pelos ‘azuis e brancos’: foi José Mourinho, atual técnico do Tottenham, de 57 anos, já em plena ‘era Champions’, na época 2003/04.

Um ano após ganhar a Taça UEFA, Mourinho deu o segundo título europeu aos ‘dragões’, com um claro triunfo por 3-0 na final com o Mónaco, batido em Gelsenkirchen com tentos do brasileiro Carlos Alberto, do internacional luso Deco e do russo Alenichev.

Foi o primeiro de dois títulos europeus para ‘Mou’, que voltou a ganhar seis anos depois, em 2009/10, agora ao comando do Inter Milão, que, na final de Madrid, superou o Bayern Munique por 2-0, com um ‘bis’ do argentino Diego Milito.

O outro técnico luso que conta no palmarés com uma ‘Champions’ é André Villas-Boas, ex-adjunto de Mourinho, que, em 2011/12, começou a época no Chelsea, mas não a acabou, sendo despedido em 04 de março de 2012, a ‘meio’ dos oitavos de final.

O atual treinador do Marselha participou em sete jogos da campanha dos londrinos, que ganhariam já sob o comando do italiano Roberto Di Matteo, após uma final com o Bayern – já batido por Artur Jorge e Mourinho -, conquistada nos penáltis.

André Villas-Boas não tem em sua casa a medalha - como não teria se tivesse sido despedido na véspera da final -, mas a realidade é que orientou o Chelsea em sete dos 13 jogos na edição 2011/12 da ‘Champions’. Também é campeão da Europa.