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Futebol internacional

Abel antevê dificuldades para o Palmeiras no Mundial de clubes, mas promete solução: "Se não temos cão, vamos caçar com gato"

Na conferência de imprensa de antevisão da meia-final do Mundial de clubes, em que o Palmeiras defronta os mexicanos do Tigres (domingo, 18h, RTP1), Abel Ferreira prometeu uma equipa pronta para "competir", apesar de ter algumas baixas

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David Ramos - FIFA

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Não era candidato a ganhar a Libertadores e não é, obviamente, candidato a ganhar o Mundial de clubes. O Palmeiras de Abel Ferreira surpreendeu a América do Sul ao conquistar a prova mais importante da região, frente ao Santos, e, agora, no Qatar, os brasileiros vão tentar "competir" o melhor possível, de acordo com o treinador português, que lamentou a ausência de Veron e Wesley, por questões físicas, e de Breno - o avançado que marcou o golo decisivo na final da Libertadores - por questões burocráticas.

"Queríamos ter todos, mas temos tido dificuldade com jogadores de velocidade. O Wesley magoou-se e quando olhamos para o banco, sem o Breno, falta quem acelere o jogo, que vocês chamam de pontas. Mas, se não temos cão, vamos caçar com gato", disse Abel Ferreira na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Tigres, marcado para domingo.

"Se queremos ser os melhores, temos de enfrentar as melhores equipes", disse o treinador, referindo-se à equipa mexicana. "Vai obrigar-nos a estar no nosso melhor. Estas competições desafiam-nos, deixam-nos alerta, é isto que eu e os meus atletas queremos". explicou.

"O Tigres foi três vezes à final de Concacaf e é patrocinado pela segunda maior produtora de produtos de construção civil no mundo, que tem investido fortemente. Tem grandes jogadores, tem uma forma propositiva de jogo, que valoriza o ataque. Estamos preparados para escalar esta montanha. Um adversário com qualidade individual e coletiva, mas nada altera nossa ambição e o que temos de fazer", acrescentou.

Sonhar e competir

O Palmeiras nunca conquistou qualquer Mundial de clubes, mas isso não impede Abel Ferreira de sonhar. "É algo que ainda não foi feito no nosso clube e que nos motiva e nos desafia, por sabermos que ainda ninguém conseguiu. Somos capazes de fazer e muito melhor que cada um de nós pensa, é nisso que temos de acreditar. Foi o que nos levou a vencer a Libertadores", assegurou.

"Isto é o que temos de fazer, viver com intensidade, competir, mas para ganhar. É nossa forma de estar, temos de fazer aquilo que sabemos, jogar futebol de alto nível, em que nos sentimos seguros, em que desfrutamos, é o que vamos tentar fazer amanhã. Respeitando o nosso adversário e a competir. Temos de competir", concluiu.

Na outra meia-final, segunda-feira (18h, RTP1), o Bayern Munique vai defrontar o Al Ahly, do Egito, campeão africano.

Os alemães, vencedores de cinco competições no ano passado, são os grandes favoritos ao triunfo na edição 2020 do Mundial de clubes, adiada para 2021 devido à pandemia de covid-19. A formação germânica é a única em prova que conta no seu palmarés com um Mundial, conquistado em 2013, numa final com os marroquinos do Raja Casabalanca (2-0).