Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Futebol internacional

Abel Ferreira: “A minha mulher dizia que não queria o Benfica e eu queria mesmo que saísse o Benfica. Nós íamos ‘matá-los’ em casa”

Aqui está um digest das entrevistas que o treinador português do Palmeiras, vencedor da Taça Libertadores, deu aos meios de comunicação brasileiros. Fala-se de Ayrton Senna, Football Manager, Mamonas Assassinas e do jogo que pôs o Benfica fora da Champions esta época, com o PAOK

Tribuna Expresso

Pool

Partilhar

As férias em Portugal

“Sou uma pessoa de contacto, gosto de abraçar, de beijar. Tenho passado os dias de uma forma muito simples, desde apreciar um café, um almoço com a família, uma caminhada pelo jardim, a pôr a conversa em dia. Vou chegar mais gordinho ao Brasil, porque estou a comer muito pão. Aqui [em Portugal] como muito. Também gosto de beber um bom vinho maduro português. ”

A mulher

“Tenho 42 anos e estou com a minha mulher desde os 18 anos, é muito. Ela é uma das minhas conselheiras: às vezes tenho dúvidas e ouço o que ela me diz, porque as mulheres têm uma sensibilidade diferente e ajudam-nos a ver as coisas noutra perspectiva. Estamos juntos há muito tempo, entendemo-nos só com um olhar.”

O Brasil em confinamento

“A Netflix é a forma mais simples que tenho de conhecer o Brasil. Vi aquele documentário que mostra como o Lula foi destituído e dá para entender como funciona a política e o país. Também há aquele documentário sobre o Pelé, que é um exemplo de como funciona o futebol brasileiro. Quando comecei a carreira de futebolista, adorava ouvir música brasileira: Banda Eva, Mamonas Assassinas, Caetano Veloso, Roberto Carlos. Deus abençoou o Brasil com quase tudo. E, depois, a minha referência: o Ayrton Senna.”

O videojogo

“Ainda hoje, utilizo o Football Manager para ver as características dos jogadores que o Palmeiras me propõe. Vejo jogadores, vejo como é que o jogo os descreve na parte mental, técnica e física: o nível de conhecimento e informação é muito real. É uma das fontes onde eu tiro os dados de que necessito. Eu quando era jogador não gostava de treinar equipas de topo. Posso ser campeão ao meu nível: treinar o Penafiel e não descer de divisão.”

O PAOK - Benfica

“Antes do sorteio, a minha mulher dizia que não queria nada que saísse o Benfica e eu queria mesmo que saísse o Benfica, porque íamos apanhá-los ainda em início de processo, ainda estariam a aprender e nós íamos ‘matá-los’ em casa, porque já estávamos mais à frente. Se fosse olhar só para a qualidade dos jogadores, tínhamos perdido fácil. Mas coletivamente estávamos melhor”.

Mourinho

“Quando casei, levei três livros do Mourinho debaixo do braço. A minha mulher perguntou-me o que é que eu ia fazer com os livros. 'Não vai haver tempo para estudar ou ler', disse ela.