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Futebol internacional

UEFA está a negociar forma de dar mais dinheiro aos clubes

A entidade que dirige o futebol europeu está em conversações avançadas com a Associação Europeia de Clubes, para encontrar novo modelo que controlaria todos os direitos de media e de patrocínios para concursos como a Liga dos Campeões e Liga Europa. Em cima da mesa, continua a ideia da Super Liga Europeia, disputada e dominada pelos clubes mais ricos

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Michael Regan - UEFA

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As principais equipas de futebol da Europa continuam desejosas de ganhar novos poderes para decidir o futuro comercial da Liga dos Campeões, no que seria a maior mudança na gestão da competição em décadas, avança o Financial Times (FT).

A UEFA estará assim “em conversações avançadas com a Associação Europeia de Clubes, um grupo que representa mais de 200 equipas, sobre a criação de um empreendimento conjunto que controlaria todos os direitos de media e patrocínio para concursos como a Liga dos Campeões e a Liga Europa Menor, de acordo com pessoas familiarizadas com as negociações”, diz aquele jornal. Note-se que atualmente estes concursos são geridos exclusivamente pela UEFA, que distribui anualmente cerca de 3,25 mil milhões de euros em prémios monetários e acordos de transmissão televisiva aos clubes participantes.

A ideia é criar um plano alternativo apoiado pelo JPMorgan, no valor de 6 mil milhões de dólares, para lançar uma "Super Liga" europeia separatista, que está a ser promovida por clubes como o Real Madrid e o FC Barcelona, por exemplo. Segundo as fontes contactadas pelo Financial Times, a Associação Europeia de Clubes quer que a governação seja alterada juntamente com um plano para renovar o formato da Liga dos Campeões a partir de 2024, criando mais jogos entre equipas de topo. Ed Woodward, presidente executivo do Manchester United, já veio dizer que sejam quais for as mudanças de formato espera "um maior envolvimento dos clubes na governação e controlo das competições".

A criação de uma nova empresa para negociar os novos contratos pode funcionar ainda como um veículo para mudanças mais radicais, dizem as fontes do FT. "Isto inclui o desenvolvimento de serviços de streaming na Internet para visionar jogos, em vez de os vender a emissoras de televisão por assinatura, ou permitir que empresas de capital privado invistam em competições europeias", escreve aquele jornal.