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Thierry Henry deixa as redes sociais: “O volume de racismo, bullying e consequente tortura mental é demasiado tóxico para ignorar"

Antigo avançado francês pede regulação por parte do poder para que os utilizadores das redes sociais possam ser responsabilizados pelos insultos racistas e bullying. Até lá, está fora das plataformas

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Nick Laham/Getty

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Numa altura em que se atropelam as notícias sobre jogadores vítimas de insultos racistas nas redes sociais, Thierry Henry é o primeiro a tomar uma posição extrema.

O antigo jogador do Arsenal anunciou esta sexta-feira que vai apagar as contas que nas redes sociais devido ao aumento do clima tóxico e não pretende regressar até que haja uma maior regulação destas plataformas.

“A partir de amanhã [sábado] de manhã vou retirar-me das redes sociais até que as pessoas no poder regulem as plataformas com o mesmo vigor e ferocidade com que atuam quando infringimos os direitos de autor”, pode ler-se no texto que o antigo internacional francês, campeão da Europa e do Mundo pelos bleus, deixou nas suas páginas oficiais.

“O volume de racismo, bullying e consequente tortura mental é demasiado tóxico para ignorar. Tem de haver responsabilização. É demasiado fácil criar uma conta e usá-la para fazer bullying e assediar os outros sem qualquer consequência e mesmo assim permanecer anónimo. Até que isto mude, vou apagar as minhas contas de todas as plataformas. Espero que isso aconteça em breve”, diz ainda o texto.

Thierry Henry, de 43 anos, deixou há cerca de um mês o banco do Montreal Impact, da MLS, invocando motivos familiares.