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Futebol internacional

O Inter é tiki-taka? Um estilo de jogo direto? Ou algo no meio? Quem pergunta é Antonio Conte, o novo campeão italiano

"Digam-me o que acham”, pediu, já mais do que uma vez, o treinador do Inter de Milão, no caminho para ser campeão de Itália, 11 anos depois. A mais do que visível mão de Antonio Conte moldou as dinâmicas e formas de jogar da equipa e clube logrou interromper a série de nove títulos seguidos da Juventus. Tudo enquanto o técnico vai tentando simpatizar a sua imagem. Este texto foi originalmente publicado a 10 de abril

Diogo Pombo

Nicolò Campo/Getty

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O olhar de um melancólico azulado não é de agora e a feição tristonha que o acentua entende-se. Ele acabou de perder uma final da Liga Europa e agora tem a obrigação protocolar de se apresentar, encamisado e engravatado, a responder no inglês falado que o denuncia como italiano a perguntas sobre o que o futuro lhe reserva. Não tendo uma bola de cristal, Antonio Conte sinceriza-se: “Houve pontos de vista com os quais não concordei este ano. Vamos clarificar a situação, sem rancores, ver se conseguimos melhorar”.

Os embargados olhos, ou as lutuosas palavras, pareciam contar a história de uma época desastrosa e feita aos trambolhões. Seria errado. Antes da derrota na final europeia, o Inter ficou a um ponto da senhorial Juventus e de a impedir de conquistar o 9.º título consecutivo da Série A, feito já velho em Itália. Foi a vantagem mais curta nessa quase década de hegemonia plantada em Turim. “O que posso dizer é que valeu a pena”, disse, também, o ex-calvo treinador.

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