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Futebol internacional

É oficial: a Superliga Europeia está suspensa para remodelações, dizem os clubes que ainda a integram (e que são agora cinco)

Apesar das desistências dos seis clubes ingleses e também do Inter de Milão, os promotores desta nova competição insistem que o modelo é para retomar. Só que não é para já

Lusa e Tribuna Expresso

Pérez, Agnelli e Bartomeu (respetivamente presidentes do Real Madrid e da Juventus e ex-presidente do Barcelona)

GERARD JULIEN

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Os criadores da Superliga europeia de futebol revelaram hoje, em comunicado, que pretendem remodelar aquela competição, depois de os seis clubes ingleses terem anunciado o seu abandono.

"Apesar da anunciada partida dos clubes ingleses, forçados a tal decisão devido à pressão exercida sobre eles, estamos convencidos de que a nossa proposta está completamente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado pela recente decisão judicial de proteger os direitos da Superliga", pode ler-se no comunicado distribuído, após uma reunião telemática dos clubes que se mantêm.

Aquela estrutura acrescenta: "Dadas as correntes circunstâncias, vamos reconsiderar os passos a dar para remodelar o projeto, tendo sempre em conta que os nossos principais objetivos são oferecer aos adeptos a melhor experiência possível, além de garantir os mecanismos de solidariedade para toda a comunidade do futebol."

As equipas espanholas do Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid e os italianos Juventus, do AC Milan mantêm a proposta de uma nova competição europeia, "porque o sistema atual não funciona". As saídas dos ingleses Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham (e também do Inter de Milão, que confirmou o abandono à agência ANSA) não provoca nenhuma alteração, acrescentam.

Os seis clubes ingleses co-fundadores da denominada Superliga europeia de futebol - Arsenal, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham e Chelsea - anunciaram a sua desistência da competição.

O Manchester City foi o primeiro dos clubes ingleses a oficializar, na terça-feira, a saída da Superliga, seguindo-se, pouco depois e praticamente ao mesmo tempo, Arsenal, Liverpool, Manchester United e Tottenham, antes de o Chelsea consumar o abandono de toda a ‘elite’ do futebol britânico, já na madrugada de hoje.

Com o anúncio da saída do Chelsea, o grupo de clubes fundadores da Superliga fica reduzido a menos de, restando apenas cinco dos primeiros 12 emblemas que foram anunciados há pouco mais de 48 horas: os espanhóis Real Madrid, FC Barcelona e Atlético de Madrid e os italianos AC Milan e Juventus.

Contudo, a comunicação social internacional adianta que Atlético de Madrid e AC Milan também se preparam para oficializar a saída em breve.

No domingo, AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham anunciaram a criação da Superliga europeia, à revelia de UEFA, federações nacionais e vários outros clubes.

A competição previa ser disputada por 20 clubes, 15 dos quais fundadores – apesar de só terem sido revelados 12 – e outros cinco, qualificados anualmente.

A UEFA anunciou que vai excluir todos os clubes que integrem a Superliga, assegurando contar com o apoio das federações de Inglaterra, Espanha e Itália, bem como das ligas de futebol destes três países.