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A Taça da Liga é terreno do City

Quarto título consecutivo para o Manchester City na Taça da Liga, após vitória frente ao Tottenham por 1-0, num jogo que os citizens dominaram do início ao fim. O resultado escasso só se justifica pela falta de eficácia e por um Hugo Lloris que foi mantendo a baliza do Tottenham fechada, até ao golo de Laporte, já nos últimos 10 minutos

Lídia Paralta Gomes

Matt McNulty - Manchester City/Getty

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O adágio repete-se à exaustão, todos os anos o ouvimos umas quantas vezes, mas se as frases feitas existem não é por geração espontânea. Diz-se então que as finais não são para se jogar, são para ganhar e não haverá melhor intérprete desse pensamento que Pep Guardiola, que durante a sua carreira apenas perdeu uma final numa Taça: aconteceu já em 2011, altura da guerra encarniçada entre Real Madrid e Barcelona em Espanha. E aí, nessa final da Taça do Rei, ganhou mesmo o Real Madrid de Mourinho.

Não voltou a acontecer tal tropeço, nem nos anos seguintes nem este domingo, num Wembley com gente feliz nas bancadas - o 25 de abril da liberdade também o foi em 2021 para os adeptos de City e Tottenham. Com Cancelo e Rúben Dias titulares (Bernardo Silva entrou nos minutos finais), o Manchester City foi superior em praticamente toda a final e o 1-0 é até bem magrinho face ao volume de ataque dos citizens, a quem às tantas parecia ter dado muito jeito um Harry Kane para colocar as bolas lá dentro.

A voragem atacante do City viu-se logo nos primeiros minutos, com Foden muito perto do golo aos 7 minutos após uma grande jogada de Sterling pela esquerda, ele que andou endiabrado durante 90 minutos, a deixar Serge Aurier com a cabeça em água. Até ao intervalo, Alderweireld salvou o Tottenham ao dar o corpo à bola num remate à queima de Foden aos 26’ e Mahrez esteve por duas vezes perto do golo, primeiro num lance em que dançou frente a Reguilón e rematou cruzado e muito perto do poste mais afastado de Lloris e logo de seguida, de mais longe, voltou a fletir para o meio e rematar com perigo para finalizar uma jogada ao primeiro toque toda feita na cara dos defesas do Tottenham.

CARL RECINE/Getty

A 1.ª parte não terminaria sem mais uma oportunidade do City, num remate à entrada da área de João Cancelo, que Lloris conseguiu afastar.

Após o intervalo, o Tottenham voltou com vontade de equilibrar, com Lo Celso a obrigar Steffen a esticar-se para defender um remate ainda fora da área e o jogo tornou-se mais dividido, mas sempre com o City com mais bola, mais dinâmica, mais perto do golo. Faltava, tal como na 1.ª parte, a definição.

Seria já nos últimos 10 minutos que o Manchester City se colocaria à frente. Se de bola corrida as oportunidades surgiam, mas estavam difíceis de concretizar, a bola parada foi a solução. Kevin de Bruyne marcou o livre lateral e Laporte apareceu de rompante, mais forte que Sissoko para finalmente bater Lloris, o homem que ia mantendo o empate.

Mesmo com um ligeiro crescimento na 2.ª parte, o Tottenham foi quase um mero convidado para novo título do City na Taça da Liga inglesa, o quarto em quatro anos consecutivos e as lágrimas de Son no final dizem muito sobre essa impotência. Para o City segue-se agora o campeonato, talvez a Champions.