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Futebol internacional

Mircea Lucescu foi durante anos a cara do Shakhtar Donetsk. Agora roubou-lhe o título ucraniano

O veterano treinador romeno venceu oito campeonatos, sete supertaças, seis taças da Ucrânia e a Taça UEFA 2008/09 nos 12 anos que treinou o Shakhtar, antes da chegada de Paulo Fonseca. Há um ano voltou (com polémica) à Ucrânia, para treinar o rival Dinamo Kiev. E voltou mesmo a ser campeão, depois de quatro anos de domínio do Shakhtar

Lusa

Anadolu Agency

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O treinador mais consagrado da história do Shakhtar Donetsk, o romeno Mircea Lucescu, conduziu este domingo o rival Dinamo Kiev à conquista do título de campeão ucraniano de futebol, interrompendo a hegemonia da equipa comandada pelo português Luís Castro.

O Dinamo Kiev, que dependia apenas de si para confirmar o 16.º cetro de campeão nesta 23.ª jornada da Liga ucraniana, não só fez o seu papel e goleou por 5-0 o Inhulets, como ainda viu o Shakhtar Donetsk, segundo classificado, perder por 2-0 na visita ao Oleksandriya.

Illia Zabarnyi (4 minutos), Artem Besiedin (14), Viktor Tsygankov (48 e 71) e Denys Popov (82) construíram a oitava vitória seguida do Dinamo, que, a três rondas do final, assegurou matematicamente o título, face aos 13 pontos de vantagem que tem sobre o Shakhtar.

Cinco anos depois, o emblema de Kiev volta ao topo do futebol ucraniano, colocando fim a uma série de quatro campeonatos vencidos pelo conjunto de Donetsk, todos com treinadores portugueses ao comando: Paulo Fonseca, em 2016/17, 2017/18 e 2018/19, e Luís Castro, atual ‘timoneiro’, que venceu na época passada (2019/20).

Para interromper a hegemonia do Shakhtar, o Dinamo ‘recorreu’ ao experiente romeno Mircea Lucescu, de 75 anos, o treinador com mais jogos à frente da formação de Donetsk (536), a qual orientou durante 12 anos.

Entre 2004 e 2016, Lucescu levou o Shakhtar à conquista de oito campeonatos, sete supertaças e seis taças da Ucrânia, além da Taça UEFA 2008/09, razão pela qual a sua entrada no Dinamo, no arranque da temporada, gerou revolta e protestos nos adeptos da equipa de Kiev.

O romeno chegou mesmo a demitir-se do cargo, quatro dias depois da sua contratação, mas acabou por recuar na decisão, para consolidar o Dinamo Kiev como recordista de campeonatos na Ucrânia, ainda que continue a ser alvo de insultos por parte dos seus adeptos.