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Futebol internacional

Presidente da UEFA ataca clubes da Superliga: “Têm dirigentes incompetentes” que “tentaram matar o futebol”

Numa entrevista à "Der Spiegel", o presidente da UEFA criticou Real Madrid, Barcelona e Juventus, que ainda tentam manter o projeto da Superliga vivo, e disse que "não se importaria" que esses clubes "se fossem embora"

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Richard Juilliart - UEFA/Getty

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A Superliga Europeia continua a dar que falar. Depois de a sua criação ter sido anunciada em abril para que, escassos dias depois, a iniciativa tivesse sido travada devido à oposição de grande parte do mundo do futebol, as fricções entre vários dos principais protagonistas do futebol internacional continuam a ser evidentes. Real Madrid, Barcelona e Juventus nunca abandonaram oficialmente o projeto da Superliga e Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, vai, regularmente, criticando a postura dos três clubes.

Agora, numa entrevista à "Der Spiegel", o esloveno voltou a atacar merengues, culés e transalpinos. São os clubes que, de acordo com Ceferin, "têm dirigentes incompetentes" que "tentaram matar o futebol". O máximo responsável da UEFA vincou que "não se importaria" que Real, Barça e Juve "se fossem embora", opinando ser "divertido" que esses emblemas "queiram criar uma nova competição e, ao mesmo tempo, jogar a Liga dos Campeões esta temporada".

JOHN SIBLEY/Getty

Ceferin adjetivou ainda de "inconsequente" a atitude de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, por "dizer que o clube só pode sobreviver com uma Superliga e depois tente comprar Mbappé por 180 milhões de euros".

O esloveno revelou ainda ter sido "ameaçado telefonicamente" por um assessor da Superliga o qual, segundo Ceferin, lhe terá sugerido que a competição fosse organizada pela UEFA e, perante a recusa do presidente, ter-lhe-á dito que os clubes interessados "tinham muito dinheiro e influência" e que iriam "processá-lo se não cedesse".

Noutro âmbito, o presidente da UEFA falou sobre algumas reformas do fair-play financeiro, como a imposição de um pagamento obrigatório aos clubes que passem certos limites de gastos, sendo as receitas provenientes dessas maltas dividas entre os outros clubes. "No futuro, queremos falar de um equilíbrio competitivo, mais do que em fair-play", comentou Ceferin.