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Futebol internacional

Insultos racistas valem mais um jogo à porta fechada para a Hungria

A 2 de setembro, vários jogadores da seleção inglesa foram alvo de insultos racistas e tentativas de agressão com objetos arremessados por adeptos húngaros, na Puskas Arena de Budapeste. A FIFA impôs agora uma sanção de dois jogos à porta fechada para a Hungria (um deles com pena suspensa), que se juntam aos dois jogos que já vinham de uma punição da UEFA por comportamento semelhante durante o Euro 2020

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Zsolt Szigetvary/EPA

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A Hungria terá de jogar o próximo jogo de qualificação para o Mundial 2022 em casa sem público no estádio, depois da FIFA sancionar a federação do país pelos acontecimentos do encontro de 2 de setembro na Puskas Arena, frente à Inglaterra, em que vários jogadores ingleses foram alvo de insultos racistas e tentativas de agressão com objetos arremessados das bancadas.

A sanção da FIFA é de dois jogos, mas um deles com pena suspensa durante dois anos, mais uma multa de 200 mil francos suíços, qualquer coisa como 184 mil euros.

Em comunicado, a FIFA não fala apenas de comportamento racista e arremesso de objetos, mas também da "utilização de material pirotécnico e escadarias bloqueadas", sublinhando a "seriedade dos incidentes" para justificar a punição.

A seleção húngara deverá cumprir o encontro à porta fechada no próximo jogo de qualificação para o Mundial, já no dia 9 de outubro, frente à Albânia.

"A posição da FIFA mantém-se firme na rejeição de qualquer forma de racismo e violência, bem como outras formas de discriminação ou abuso. A FIFA tem uma política de tolerância zero contra este comportamento aberrante no futebol", pode ler-se ainda no comunicado do organismo que rege o futebol a nível mundial.

Comportamento recorrente

No dia 2 de setembro, a Inglaterra encontrou em Budapeste um ambiente hostil que começou logo que os jogadores ingleses se ajoelharam antes do apito inicial, um gesto pela luta anti-racista. Ouviram-se sons de macaco, vaias e insultos com Raheem Sterling e Jude Bellingham a serem os principais visados dos ultras húngaros, que não são exatamente estreantes neste tipo de comportamentos.

Após o Euro 2020, a Hungria foi sancionada com dois jogos à porta fechada, mais um de pena suspensa, pelos insultos homofóbicos e racistas ouvidos nos jogos da fase de grupos com Portugal, França e Alemanha. A sanção ainda não foi cumprida porque só se pode aplicar em jogos realizados sob égide da UEFA, algo que ainda não aconteceu após o Europeu.