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Futebol internacional

Após duas derrotas seguidas, intensificam-se as críticas a Solskjaer: “O Manchester United não joga suficientemente como uma equipa”

A equipa de Manchester vive uma má fase, tendo perdido três das suas últimas quatro partidas, e, em Inglaterra, aumentam de número e intensidade as vozes contra o treinador norueguês que orienta Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Diogo Dalot

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Gareth Copley/Getty

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"Ole Gunnar Solsjkajer não está a atuar como um treinador do Manchester United". Este era o título de um artigo do "Manchester Evening News" sobre a má fase da equipa, num texto de opinião no qual se afirma que "persistem as dúvidas sobre se o United tem um treinador capaz de disputar o título" da Premier League. E a verdade é que, perante os resultados que o conjunto de Old Trafford tem tido, o norueguês vem sendo cada vez mais questionado.

O Manchester United perdeu três das últimas quatro partidas que realizou, estando numa série de duas derrotas seguidas, frente a West Ham para a Taça da Liga, e Aston Villa, para a Premier League. O desaire frente ao Young Boys, na primeira jornada da Liga dos Campeões, leva a que o duelo contra o Villarreal, esta quarta-feira, se revista já de grande importância para os ingleses, pois novo mau resultado dificultaria, desde já, a passagem à próxima fase da competição (e recorde-se que, na época passada, o United foi eliminado na fase de grupos da Champions).

Eurasia Sport Images/Getty

Uma das vozes mais ouvidas no comentário futebolístico inglês é Gary Neville. Como jogador, fez 602 partidas e venceu 24 títulos com o clube. No seu podcast na "Sky Sports", o antigo lateral disse que "o United não joga suficientemente como uma equipa", nem mesmo "quando consegue ganhar". Neville entende que um conjunto tem de ter "padrões de jogo, uma forma de jogar", mas acusa a equipa de Solskjaer de ser só "um grupo de individualidades a atuar em certos momentos", precisando de "começar a definir um estilo de jogo", classificando o United como "um grupo estranho".

O inglês faz um contraste entre a equipa de Ronaldo, Bruno Fernandes e Dalot e outras das principais formações da Premier League: "Olho para o Chelsea, o Liverpool e o City e vejo equipas. O Solskjaer tem de transformar o United numa equipa".

Visão mais radical tem Gabriel Agbonlahor, também antigo internacional inglês e jogador do Aston Villa.

Agbonlahor defende que "Solskjaer não é o homem certo" para dirigir o United, dando como exemplo a última derrota da equipa, na qual Bruno Fernandes falhou um penálti em tempo de compensação: "Se fosse Conte o treinador, ele teria colocado Ronaldo a marcar o penálti, e se Bruno não gostasse, ter-lhe ia dito 'vem e senta-te aqui comigo'", explicou o inglês à "TalkSport".

Agbonlahor acha que o United deveria seguir o caminho do Chelsea, que "despediu Lampard, uma lenda do clube, para contratar Tuchel, e veja-se o que aconteceu", referindo-se o jogador ao facto de, em poucos meses no cargo, o alemão ter guiado os londrinos à vitória na Liga dos Campeões.

Matthew Peters/Getty

Após a derrota frente ao Aston Villa, Solskjaer defendeu-se das críticas, dizendo que a equipa "começou bem a temporada", visto que só ali tinha "sofrido a primeira derrota na temporada". O norueguês assegurou que os seus jogadores "irão lutar para obter bons resultados".

Gary Neville defende que o United "tem de ganhar um título" no futuro próximo, algo que o clube ainda não conseguiu fazer sob a liderança de Solskjaer, que está no cargo desde dezembro de 2018. No entanto, o antigo lateral diz que, "nos últimos oito ou 10 anos", o United tem "despedido vários treinadores" e "não tem resultado".

Num artigo publicado após a derrota do Manchester United contra o Aston Villa, o " The Guardian" questionava se os desaires que a equipa vem sofrendo com Solskjaer são "dores de crescimento" ou se "mostram falhas na direção técnica" que colocam em causa se o norueguês "tem a habilidade para levar o United a cumprir os seus objetivos esta temporada". Ainda só estamos em setembro, mas a pressão já é elevada em Old Trafford.